FicaDica – Tributo ao SNES outubro 23, 2009
Posted by Zé in Cultura Gamer.Tags: chrono trigger, crono, f-zero, ficadica, final fantasy, frog, isotkhs, marle, Nintendo, secret of mana, snes, snes arranged medley, Super Nintendo, tributo snes, tributo super nintendo, Zelda
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O artista japonês IsoTkhs criou os dois vídeos abaixo, chamados de SNES arranged medley, para o deleite dos fãs do Super Nintendo. Os vídeos mostram Crono e Frog, do jogo Chrono Trigger, viajando por diversos jogos do Super Nintendo para encontrar sua companheira Marle.
Mais de dezoito jogos do console são homenageados nos vídeos, como os três Final Fantasy, F-Zero, Zelda, Secret of Mana, dentre muitos outros. A qualidade técnica do vídeo impressiona, não só pelo excelente trabalho em mesclar os personagens de diferentes games, mas principalmente pela trilha sonora, que muda de acordo com o jogo apresentado.
Para os fãs da era do Super Nintendo, não deixem de ver esse vídeo. E para quem não fez parte dessa era, assista também para ver os games que marcaram época, e que não vão morrer nunca na mente e no coração dos fãs.
Fonte: Retro Fantasy
Salvar o mundo e destruir o meio ambiente, tudo a ver! setembro 20, 2009
Posted by Zé in Humor, Reflexão.Tags: chrono cross, chrono trigger, destruir, dragao, floresta, kid, playstation, psx, RPG, salvar o mundo
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Nesse fim de semana comecei a jogar Chrono Cross, a continuação do melhor RPG de todos os tempos, Chrono Trigger (sim, eu nunca tinha jogado, não tive um Playstation quando pequeno). O jogo é bem divertido e a história é muito boa, o único problema pra mim é o sistema de Level Up: os tradicionais pontos de experiência teriam sido melhores na minha opinião. Enfim, não é sobre isso que eu quero falar nesse post, é sobre uma parte do jogo que realmente me fez ver como os “heróis” do jogo são hipócritas.
Em um ponto do jogo, a personagem Kid é envenenada por um veneno super-mega-blaster poderoso que vai matá-la em dois dias, e o único jeito de curá-la é pegar o húmus de uma Hidra. Acontece que as Hidras estão extintas nesse mundo, pois elas valem uma boa grana, então os humanos caçaram todas. O que você tem que fazer é voltar para a sua dimensão original (para quem nunca jogou CC: o mundo do jogo tem duas dimensões diferentes, e os acontecimentos de uma dimensão são diferentes da outra) e pegar o húmus, pois na sua dimensão a Hidra ainda existe.
Até aí tudo bem: derrote o bicho e salve sua amiga. O problema é que ao entrar no pântano onde a Hidra vive, você descobre que aquele ecossistema só tem vida porque a Hidra existe, tanto que o mesmo local na outra dimensão, onde a Hidra já está morta, é todo poluído. Sem se questionar sobre o impacto ambiental que acabar com a Hidra pode ter, os seus personagens seguem em frente, e ao longo do caminho eles enfrentam os anões que moram lá, e que simplesmente querem impedir que você destrua o local onde eles vivem.

Procurado! Destruidor do meio ambiente em potencial!
Você derrota um monte de anões e finalmente chega à Hidra; ao vencer, você mata a coitada, ganha o húmus e descobre que aquela Hidra tinha filhotes, portanto o pântano não vai ser destruído, uhu tiramos o peso da nossa consciência! Seus personagens não dizem nada sobre a atrocidade que acabaram de cometer, mas o que eles pensaram deve ter sido algo do tipo: “Yay! Agora podemos salvar nossa amiga e o pântano não vai ser destruído, que sorte! É claro que os filhotes vão ficar sem sua mãe para cuidar deles, mas quem se importa?”
Já deu pra perceber o quão hipócrita os seus personagens são? Se ainda não deu, a pior parte vem agora. Você cura Kid e avança no jogo, provavelmente se esquecendo da pobre Hidra, até que você tem que ir conversar com o dragão da água para ser capaz de resistir ao calor de uma montanha de fogo. Na ilha onde o dragão mora, há um vilarejo de fadas. Quando você chega lá, quem você encontra? Os anões do pântano, que fugiram de lá achando que o local estava perdido com a morte da Hidra, e foram procurar outro lugar para viver. Acontece que eles mataram a maioria das fadas, pois aprenderam com você que é na porrada que se resolve tudo. Belo exemplo, heróis!
Os seus personagens, ao invés de tentar conversar com os anões, partem para a ignorância e exterminam dezenas de anões (é sério, essa ilha só tem os anões como inimigos, você provavelmente acabou com quase toda a tribo só aqui). Você derrota o chefe dos anões e finalmente diz para ele que o pântano não está perdido. Os anões que sobraram pedem desculpas e vão embora. Ok… agora vamos pensar: para salvar um aliado seu, os seus personagens arriscaram destruir um ecossistema que estava em perfeito estado, assassinando a criatura que dava vida a ele (e que tinha filhotes, não se esqueça disso); com isso, os anões, que só queriam ficar quietos no seu canto, aprenderam o que é crueldade e mataram um monte de fadas. E qual a atitude dos seus personagens diante desse banho de sangue que eles causaram?
“Se não fosse por essas crianças isso não aconteceria” Diz Zangado, um dos anões sobreviventes
Nenhuma! Eles não dão a mínima, pois são os heróis escolhidos para salvar o mundo, e todas as suas atitudes estão corretas. É claro que o objetivo inicial dessa bagunça toda é nobre, mas eles realmente tinham o direito de causar toda essa destruição para salvar a Kid? Eu acredito que não, e por já estou denunciando todos esses delinqüentes para o Greenpeace.
PS: Apesar de tudo isso, Chrono Cross é um ótimo jogo!


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