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Hum, Miolos! outubro 27, 2009

Posted by Zé in Humor.
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Zumbis. Se tem um tipo monstro que está presente desde os primórdios dos games e que sempre foi querido pelos gamers é esse comedor de miolos. Mas os zumbis nem sempre foram medonhos e poderosos, como conhecemos hoje. Confira a evolução dos zumbis nos games, do NES ao Playstation 3:

Castlevania (NES) – Se você já apanhou alguma vez para esses zumbis, desista de jogar videogame. Os zumbis modernos consideram esse ancestral antigo como uma vergonha para a espécie, pois eles são os primeiros inimigos que você vai encontrar no jogo, e tudo o que fazem é levantar do chão e andar de encontro ao seu chicote.

castlevania_nes_03

Earthbound (SNES)- A cidade de Threed em Earthbound é com certeza uma das partes mais hilárias do jogo. O local foi tomado por criaturas malignas, como espectros que vivem em latas de lixo, bonecos de madeira que ganharam vida e, é claro, zumbis. Como salvar a cidade e sua população? Exorcismo, armas sagradas, sacrifícios humanos? Nada disso, pois estamos falando do RPG mais escrachado de todos os tempos: a forma de derrotá-los é utilizando o Zombie paper, uma cola que atrai e prende todos os zumbis em uma tenda de circo. É simplesmente impagável ver um monte de zumbis colados no chão amaldiçoando você, pois eles não terão a chance de “aproveitar a morte deles ao máximo” agora que estão presos.

PseudoZombie_Attack

Mas os filhos desses zumbis aprenderam a lição, e retornaram de forma espetacular em…

Resident Evil (Playstation)- Após os maltratos nos games de 8 e 16 bits, os zumbis resolveram se vingar e mostrar do que são capazes! Os zumbis de Resident Evil com certeza foram os primeiros a assustar gamers a ponto deles desligarem o videogame de medo sem mesmo se preocuparem em salvar o jogo (experiência própria…). Resident Evil trouxe zumbis realistas, aterrorizantes e que só se importavam com uma coisa: comer o seu delicioso cérebro. Some a isso o fato de que os personagens principais não tem muito poder de fogo (e muito menos zombie paper) e você tem um jogo claustrofóbico, no qual o medo impera a cada porta aberta.

Zombie RE

Nazi Zombies – Call of Duty World at War (Xbox 360, Playstation 3)- Eu posso até imaginar o que se passou na cabeça das pessoas que desenvolveram esse mod para Call of Duty: “matar nazistas é legal, matar zumbis é legal, então por que não matar zumbis nazistas?” O melhor de tudo é que esse modo é extremamente divertido, principalmente jogando com uma amigo: no começo é tranqüilo defender sua base, mas depois de alguns rounds os zumbis literalmente brotam do chão, e antes que você perceba, já está cercado por eles e morre. Eu e um amigo não passamos do round 8, e você?

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Essa pequena lista mostra que os zumbis são mais inteligentes do que parecem: eles aprenderam com os erros de seus antepassados, e agora se tornaram mais fortes e assustadores. O que o futuro reserva para os zumbis? Com certeza miolos, muitos miolos…

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JoguEntrevista – Flávia Gasi outubro 23, 2009

Posted by Carlos in JoguEntrevista.
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Em uma conversa descontraída, Flávia Gasi, colaboradora da revista oficial do Xbox no Brasil e repórter de games da MTV, dá uma verdadeira aula sobre games e cultura nerd.
Conversamos sobre as mudanças na indústria de games, a pirataria e os impostos sobre games no Brasil, e descobrimos que há um novo tipo de gamer: o mediocore.

Joguepense agrace a Flávia Gasi, a Guilherme Zocchio e a você por assistir =)

FicaDica – Tributo ao SNES outubro 23, 2009

Posted by Zé in Cultura Gamer.
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O artista japonês IsoTkhs criou os dois vídeos abaixo, chamados de SNES arranged medley, para o deleite dos fãs do Super Nintendo. Os vídeos mostram Crono e Frog, do jogo Chrono Trigger, viajando por diversos jogos do Super Nintendo para encontrar sua companheira Marle.

Mais de dezoito jogos do console são homenageados nos vídeos, como os três Final Fantasy, F-Zero, Zelda, Secret of Mana, dentre muitos outros. A qualidade técnica do vídeo impressiona, não só pelo excelente trabalho em mesclar os personagens de diferentes games, mas principalmente pela trilha sonora, que muda de acordo com o jogo apresentado.

Para os fãs da era do Super Nintendo, não deixem de ver esse vídeo. E para quem não fez parte dessa era, assista também para ver os games que marcaram época, e que não vão morrer nunca na mente e no coração dos fãs.

Fonte: Retro Fantasy

Review em vídeo – Street Fighter: A Lenda de Chun-Li outubro 21, 2009

Posted by Zé in Reviews.
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Entenda porque esse filme é tão ruim!

Nota 1: Senti menos dor arrancando os meus dentes do que vendo esse filme.

Nota 2: Bison do filme X Bison do jogo. A semelhança espanta, não? Pois é, não mesmo.

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Games que relembram a infância – Final outubro 19, 2009

Posted by Zé in Reflexão.
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Para a última parte desse especial nostalgia, escolhi um game que representa o que é ser uma criança por dentro, não importa qual seja a sua idade. A prova disso? Esse game foi lançado em 1990 para o NES, portanto, é bem velho, mas ele não perdeu a sua capacidade de encantar e divertir. Então pegue seu urso de pelúcia, seu cobertor e se divirta com:

Little Nemo: The Dream Master

Esse jogo é baseado em uma série de tiras criadas pelo cartunista Winsor McCay, intitulada Little Nemo in Slumberland, publicadas nos jornais americanos de 1905 a 1914. As tiras contam a história de Nemo, um menino de sete anos, que toda noite ao pegar no sono recebia a visita de um mensageiro de Slumberland, que o informava que a princesa do local queria brincar com ele.

Para chegar lá, Nemo tem que passar por situações estranhas, como ter que atravessar uma floresta sem encostar em nada, ou ver o seu quarto se transformar em um mar, de  onde uma baleia surge para tentar levá-lo para a terra da soneca. No entanto, as coisas nunca dão certo, e o garoto acaba despertando antes de chegar a Slumberland.

deve ser legal ter uma cama voadora

deve ser legal ter uma cama voadora

O jogo segue a mesma história das tirinhas, e Nemo vai ter que passar por florestas, oceanos, as ruínas de uma cidade nas nuvens, sua própria casa e o meu favorito, uma casa de brinquedos, para poder chegar a Slumberland. Diferente da maioria dos jogos de plataforma da época, Little Nemo não é linear, e para terminar as fases, é preciso explorar cada canto. Há uma porta trancada ao final de cada estágio, e para abri-la, você tem que encontrar todas as chaves espalhadas pelo cenário.

Entretanto, Nemo é só um garoto de sete anos que anda por aí de pijamas e carregando doces, como ele vai coletar todas as chaves sem nenhuma habilidade? A resposta é simples: com a ajuda de certos monstros espalhados pelas fases. Algumas criaturas são amigáveis, e quando Nemo joga doce para elas, ele pode montar nessas criaturas e ganhar novas habilidades. A abelha, por exemplo, permite que Nemo voe, enquanto a toupeira pode escavar a terra.

O grande mérito de Little Nemo: The Dream Master é que ele é um jogo despretensioso: ele não tem uma história épica ou personagens com personalidades complexas; é apenas um jogo sobre um garoto de pijamas vivendo as suas fantasias, e é exatamente isso o que ser criança significa: viver seus sonhos e sempre se divertir. Um feliz dia das crianças atrasado para todas as crianças, tenham elas sete ou setenta anos!

Assim como Nemo, vou dormir agora. Está tarde e minha vida de adulto me espera amanhã!

Assim como Nemo, vou dormir agora. Está tarde e minha vida de adulto me espera amanhã!

Games que relembram a infância – Parte 4 outubro 18, 2009

Posted by Carlos in Reflexão.
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Tem como não gostar?

Tem como não gostar?

Todo mundo que não viveu num bunker subterrâneo nos últimos sete anos conhece a franquia Kingdom Hearts. Logo de cara, a voz lesada do Pateta exclamando “Sóuraaa!!” vem à cabeça; lembramos do atrapalhado Donald comprando briga; fica forte a memória da sombria Organization XIII e de seus membros marcantes.

Disney e Square? Em 2002, poucos gamers sérios achavam que a combinação “contos de fada infantis e coloridos” e “RPGs épicos e grandiosos” pudesse dar certo, mas Kingdom Hearts surgiu tentando agradar gregos e troianos e… conseguiu. Como? A jogabilidade é sólida, os gráficos são bons até hoje e a trilha sonora é caprichada. Essa soma fez até o gamer mais hardcore e sem infância colocar o DVD na bandeja do console. Tanto os jogadores mais jovens como os mais antigos foram atraídos pelo universo Disney. Já os jogadores mais adolescentes, que tinham certa aversão pela infantilidade das criações do velho Walt, encantaram-se pela extensão do jogo, salpicado de side-quests.

A franquia Kingdom Hearts conseguiu (e consegue) provar duas coisas: primeiramente, é sim possível conciliar dois universos aparentemente distintos e de carona conquistar muito$ jogadore$; também, essa união de mundos renova ambos e os amplia: hoje é quase cool gostar de Disney e os RPGs transbordam magia se quiserem.

Onde está a chave disso tudo? Na Keyblade do Sora No fato do primeiro jogo ser bom e de os produtores terem o cuidado de manter o padrão de qualidade com o tempo – o que demonstra respeito com os fãs fervorosos.

Games que relembram a infância – Parte 3 outubro 17, 2009

Posted by Zé in Reflexão.
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Zelda, Final Fantasy, Mario, Resident Evil, Megaman. São todas ótimas séries, com games memoráveis, mas nenhum destes games se compara ao jogo de que vou falar neste post, um jogo simplesmente épico e que marcou minha vida. Esse jogo não poderia ser outro senão:

Turma da Mônica em: O resgate (Master System)

Não estou brincando quando digo que este jogo é e sempre será o meu favorito. Os jogos da Turma da Mônica, lançados no Brasil pela Tec Toy (representante oficial da Sega na época), eram na verdade adaptações da franquia Wonder Boy. A Tec Toy fez isso com um monte de títulos, transformando ícones da nossa infância, como os personagens da TV Colosso e Chapolin nos personagens principais de diversos games.

Turma da Mônica em: O Resgate é a adaptação do quarto jogo da série Wonder Boy, conhecido originalmente como Dragon’s Curse. Na história original, o jogador começa controlando o personagem em sua forma humana e extremamente poderosa no castelo do dragão. Ao derrotar o dragão, porém, uma maldição transforma o herói em um monstro, e ele deve derrotar os outros inimigos para retornar à forma original. A cada chefe, sua forma muda, até que você consiga voltar ao normal.

A versão brasileira é igual em todos os aspectos, as únicas diferenças estão nos sprites  dos personagens principais e na história, que foi adaptada para incluir a turma, e que deixou o jogo muito mais legal: você começa controlando Mônica, e ao derrotar o dragão, o Capitão Feio a seqüestra; cabe aos outros personagens  resgatá-la. Cada personagem da turma equivale a um dos monstros na versão original, portanto o esquema é o mesmo: derrote um chefe com o Chico Bento e se transforme no Bidu, e assim por diante.

O melhor jogo de todos os tempos, PONTO!

O melhor jogo de todos os tempos, PONTO!

Pode parecer ridículo eu dizer que a versão modificada é melhor do que a original, mas pense bem: você, pirralho de sete anos, iria preferir jogar o jogo original, no qual você se torna um monte de monstros genéricos, como Lion e Piranha Man, ou iria preferir controlar personagens que faziam parte da sua vida e te divertiam muito, como Cebolinha, Magali e Anginho? Eu escolho a segunda opção, com certeza.

Versão brasileira ou não, vamos ao que torna esse jogo tão divertido, a sua jogabilidade. Você começa o jogo no controle de Chico Bento, e com ele poucas áreas do mundo estão acessíveis. O mundo vai se ampliando na medida em que outros personagens são adquiridos. Cebolinha, por exemplo, é o único personagem capaz de nadar, ao passo que Anjinho consegue voar.

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Achar fotos para jogos antigos não é fácil…

As dungeons do jogo são impressionantes por causa da diversidade dos cenários, e os gráficos coloridos só tornam a aventura mais interessante. Prepare-se para lutar em uma pirâmide egípcia, num navio pirata afundado e até mesmo em uma academia de ninjas secreta, enterrada nos confins da terra!

Explorar cada canto do mundo é fundamental, pois existem baús do tesouro, que muitas vezes te dão corações que aumentam permanentemente sua vida, dinheiro, usado para comprar equipamento, e magia, que é usada para atacar inimigos à distância. Há uma grande quantidade de lojas, que vendem armas, escudos e armaduras, que como em um RPG, aumenta os atributos dos personagens.

Turma da Mônica em: o resgate é um jogo extremamente divertido, que deve agradar tanto aos fãs de jogos de ação como os de RPGs. Além disso, controlar os personagens da Turma é muito interessante e vai fazer você se lembrar da época em que a Mônica batia no Cebolinha, e não beijava ele.

NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO!

NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO!

Continua amanhã, com um jogo que mistura duas franquias que você nunca imaginaria ver juntas!

Games que relembram a infância – Parte 2 outubro 16, 2009

Posted by Zé in Reflexão.
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Os Simpsons é, definitivamente, a série animada mais bem sucedida da história. Todo mundo já se divertiu com as loucuras e as situações bizarras que Homer e sua família se metem nos episódios. É claro que uma série de sucesso como essa tem uma coletânea de games enorme; infelizmente, a maioria desses games são horríveis.

No entanto, existe um game da série, estreando Bart Simpson, que é bem divertido e que mostra bem o que é ser criança:

Bart’s Nightmare (Mega Drive, Super Nintendo)

O jogo começa com Bart estudando o dia inteiro para fazer uma lição de casa. A noite chega e ele pega no sono, e então seus problemas começam. As folhas da lição voam pela janela, e ele pula para pegá-las.

Para tirar nota boa nos trabalhos da escola, é só dormir. Os Simpsons, ensinando a viver a vida

Para tirar nota boa nos trabalhos da escola, é só dormir. Os Simpsons, ensinando a viver a vida

O jogo começa com Bart andando por Springfield para recuperar as folhas da lição, oito no total; acontece que essa é a Springfield do seu sonho (ou pesadelo), então espere por muitas coisas estranhas acontecendo, como caixas de correio que ganham vida e tentam te atacar, sua irmã Lisa é uma fada que te transforma num sapo, e para voltar ao normal Bart precisa ser beijado por uma velha; os valentões da cidade aparecem e Bart começa a andar com eles, entre outras coisas malucas. A sua função nessa parte do jogo é encontrar uma das folhas perdidas e tentar recuperá-la, o que aumenta a sua nota no fim do jogo (seria bom se fosse assim na vida real…) e é nesse ponto que o jogo fica divertido.

Ao pular em cima de uma das folhas, você é levado para uma tela na qual existem duas portas de cores diferente, que determinam o cenário em que você vai jogar. Os cenários variam bastante, e as situações que você vai enfrentar são no mínimo, estranhas.

Em um deles, por exemplo, você se torna Bartman, o super-herói de Springfield, que deve salvar a cidade com seu poderoso estilingue; em outro, você é Bartzilla, o lagarto gigante  mais assustador do planeta, e seu objetivo é destruir Springfield enquanto evita tanques de guerras e aviões. Mas o meu cenário favorito é o do Comichão e Cossadinha; o gato e o rato sanguinários estão brigando na casa de Bart, e cabe a você acabar com eles, utilizando todo tipo de armas possíveis.

BARTIZILLA! UAAAAAAAAAAAAA

BARTIZILLA! UAAAAAAAAAAAAA

Esses cenários são o ponto alto do jogo, pois representam todas as fantasias de uma criança: quem quando pequeno nunca sonhou em ser um super-herói, um monstro, ou um explorador de cavernas procurando um tesourou perdido? Tudo isso está presente nessa parte do jogo, e juntar fantasias da infância com o  mundo dos Simpsons faz com que essas situações sejam muito mais engraçadas.

Esse jogo, apesar de tudo, tem um problema grande: a sua dificuldade. Os cenários muitas vezes são longos e Bart morre facilmente, o que é bem frustrante. Mas o maior problema do jogo é fora dos cenários: em Springfield, evitar todas as maluquices que vem te atacar sem apanhar é difícil, e muitas vezes você vai ficar vagando por um longo tempo sem que nenhuma folha apareça, o que aumenta as possibilidades de ser atingido, e se Bart levar muito dano em Springfield, é Game Over.

O jogo só não é mais difícil porque Freddy Krueger não está nele

O jogo só não é mais difícil porque Freddy Krueger não está nele

Mesmo com esse problema, Bart’s nightmare é muito divertido e engraçado. É um jogo que mistura as fantasias de um garoto com o mundo e os personagens dos Simpsons. O que mais você pode querer?

A palte tlês vem amanhã, estleando a tulma mais maneila da lua!

Games que relembram a infância – Parte 1 outubro 15, 2009

Posted by Zé in Reflexão.
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Dia das crianças, 12 de outubro. Quando eu era um pirralho, essa era a minha data favorita depois do meu aniversário: nada de escola, presentes, a família unida, presentes, o que mais uma criança podia querer? É engraçado que essa data não tenha mais nenhum significado para mim, é apenas um feriado normal como qualquer outro. Realmente, crescer é um saco.

Por sorte, existem alguns games que, não importa o quão velho estamos, nos fazem relembrar o que era ser criança, alguns games que, no momento em que você começa a jogar, te levam de volta a uma das melhores épocas da sua vida, na qual não havia muitas responsabilidades, os problemas do mundo não importavam nem um pouco, e o mais importante de tudo, a TV Manchete existia para alegrar os nossos dias.

Esta série de posts é um oferecimento de Peter Pan, o menino que aproveita o dia das crianças todo ano. Sortudo...

Estes posts são um oferecimento de Peter Pan, que aproveita o dia das crianças todo ano. Sortudo...

Pensando nisso, decidi falar sobre os games que me fazem sentir como uma criança; games que, como alguns adultos, não envelhecem por dentro, tendo sempre aquele espírito inocente e divertido das nossas infâncias. E o primeiro game de que vou falar é…

Final Fantasy Fables: Chocobo Tales (Nintendo DS)

Quando eu ouvi falar desse game pela primeira vez, confesso que imaginei que era um jogo feito apenas para ganhar dinheiro em cima do nome Final Fantasy. Um jogo no qual o personagem principal é um chocobo? Fala sério, que besteira! Felizmente eu estava enganado, pois esse game é tão bom que não consegui parar de jogá-lo (algo que nem mesmo os remakes de FF III e IV para o DS conseguiram fazer…); o ditado “não julgue um livro pela capa” não poderia ser mais apropriado nesse caso.

A história começa com a maga branca Shirma e o mago negro Croma, que vivem em uma ilha com muitos chocobos, protegida pelos cristais dos quatro elementos. Croma voltou de sua última jornada trazendo um livro misterioso, e ao abri-lo, ele liberta o mal supremo do mundo que estava selado no livro: o mestre da trevas Bebuzzu, que suga todos os seus amigos chocobos no livro. Bebuzzu ainda está fraco, e para restaurar seu poder, deve destruir os quatro cristais. Cabe a você, o único chocobo que restou, salvar a ilha e o mundo.

A história não é grande coisa, mas a intenção é exatamente essa: o game sabe disso ao ponto de tirar sarro em momentos dramáticos do jogo. Em uma determinada parte, um dos personagens diz algo como “essa história está chata, a gente precisa de uma mudança no enredo!” Mas o que realmente diverte nesse game é sua jogabilidade. Para avançar no jogo, é preciso entrar em diversos livros de contos de fadas, que perderam os seus finais por causa do poder maligno de Bebuzzo, e restaurá-los ao que eram antes.

Revivendo a infância no estilo Final Fantasy!

Revivendo a infância no estilo Final Fantasy!

Esses contos de fadas são conhecidos de todo mundo, mas tem o charme da série Final Fantasy: prepare-se para participar da corrida entre a tartaruga e a lebre, digo, entre o adamantoise e cactuar, ou desça rapidamente do pé de feijão após roubar o Titan. Cada um desses contos é um minigame diferente, no estilo Mario Party, que contam geralmente com dois modos: Time Trial e competição contra os chocobos malignos. Sempre que um desses modos é concluído, você é recompensado com cards de monstros, que são usados em batalhas estilo Yu-Gi-Oh! para derrotar os chefes do jogo, e o conto de fadas ganha um final diferente. Cada conto tem até três finais diferentes, um mais divertido do que o outro!

Com uma história que tem o intuito de apenas divertir, minigames que utilizam muito bem as capacidades do DS, um sistema de batalhas por cards divertido e intrigante (é possível duelar online contra outros jogadores) e muitos contos de fadas que fizeram parte da infância de todo mundo, Chocobo Tales é um título mágico, que faz jus ao “Fantasy” no nome. Apesar do visual infantil e de parecer “bobinho”, esse jogo com certeza agrada muito marmanjo que sente saudades de sua infância.

Marmanjo após jogar Chocobo Tales

Marmanjo após jogar Chocobo Tales

Amanhã tem mais, se preparem para as aventuras do menino amarelo mais querido do mundo!

Ah, como eu adoro patches! outubro 12, 2009

Posted by Zé in Cultura Gamer.
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Confesso que não sou um grande fã de jogos de terror, mas se tem uma série que eu nunca joguei, mas sempre tive vontade, é Fatal Frame. O conceito do jogo é muito interessante e a história parece ser fantástica; portanto, quando eu fiquei sabendo do lançamento de Fatal Frame IV para o Nintendo Wii, pulei de alegria e pensei em comprar o jogo um dia. No entanto, a Nintendo, sem nenhuma explicação razoável, mostrou o dedo do meio para todos os fãs ocidentais da série e restringiu o lançamento do jogo apenas para o Japão.

Mas a Nintendo não contava com a astúcia dos fãs-hackers! Três gamers resolveram criar um patch para o jogo, que ao ser colocado em um cartão SD, faz com que o jogo seja traduzido para o inglês. O projeto está quase pronto, resta aguardar para saber se ele vai funcionar direito, mas é muito provável que sim, pois não é de hoje que fãs com conhecimento em japonês e habilidades para hackear um game criam patchs, que traduzem o complicadíssimo idioma japonês e nos permitem jogar pérolas que só ficaram por lá.

A resposta da Nintendo para os fãs de Fatal Frame

A resposta da Nintendo para os fãs de Fatal Frame

Em homenagem a esses fãs, fiz essa lista com os cinco jogos japoneses que eu mais gostei, e que só consegui jogar por causa dos patchs:

Tales of Phantasia: Foi por causa desse jogo que conheci o que era um patch. A série Tales of é uma das minhas favoritas de RPGs, e isso se deve graças a esse jogo. ToP é o primeiro jogo da série, e revoluciona em todos os aspectos: gráficos e trilha sonora ótimos para a época, história fantástica, com um final de cair o queixo, personagens interessantes e bem desenvolvidos, e um sistema de batalha que aboliu os tradicionais menus dos RPGs e colocou o jogador no controle direto do personagem. Simplesmente perfeito!

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Star Ocean: Esse jogo é tão bonito que não parece um jogo de Super Nintendo, parece ser feito para o Playstation. A história não é lá essas coisas, mas os personagens roubam a cena: a história da maioria deles é muito profunda e faz com que você se afeiçoe a eles. Junte a isso um sistema de batalha viciante, similar ao da série Tales, uma dificuldade absurda (prepare-se para horas e horas de level grinding se quiser terminar esse jogo…), e você tem um título e tanto. Um título, vale dizer, muito, mas muito melhor do que a versão para Playstation…até os gráficos são melhores.

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-Wonder Boy 6: Monster Lair IV: Nem tente entender o porquê do nome bizarro desse jogo, a série Wonder Boy tem uma história bem estranha quanto aos nomes dos jogos. Essa série me divertiu muito na época do Master System; aqui no Brasil, os jogos foram adaptados pela Tec Toy, e os personagens originais foram trocados pelos personagens da Turma da Mônica, o que na minha opinião tornou os jogos mais divertidos ainda! Essa série é a mistura perfeita de RPGs com jogos de ação, e Monster Lair IV é um dos melhores da série. As dungeons do jogo não são lineares como nos outros títulos, agora é preciso usar a cabeça para resolver muitos puzzles; e o jogo deixou de ser medieval para se tornar uma história à la As Mil e uma Noites. Além disso, pela primeira vez o Wonder Boy é uma Wonder Girl!

Wonder Boy VI - Monster World IV

-Mother/Mother 3: Diferente de certas pessoas que escrevem nesse blog, eu sei reconhecer quando uma série é boa, e Mother é simplesmente fantástico (Carlos, não me bata :P). Com apenas um título publicado no ocidente (Earthbound), Mother é uma série que se diferencia totalmente dos outros RPGs por sua simplicidade e humor, e é por isso que ela tem que ser reconhecida e jogada. Em qual outro jogo você tem NPCs que só falam besteira, inimigos bizarros, como hippies, fazendeiros gordos, carros desgovernados e alienígenas? Que eu saiba, só essa, e isso já é motivo suficiente para jogar esses títulos.

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-Final Fantasy V: Okay, eu sei que esse título foi lançado oficialmente em inglês para o Playstation, mas a versão do Super Nintendo nunca viu o ocidente, mas graças a um patch muito bem feito, eu pude jogar esse game. Com certeza é um dos melhores Final Fantasy, graças ao Job System, que permite uma customização ampla dos personagens por meio de diversas classes e habilidades, além de chefes que exigem mais do seu intelecto do que do poder de ataque dos seus heróis. Simplesmente um clássico dos RPGs.

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Isso conclui a minha lista. Um grande arigatô a todas as pessoas que se dedicam a traduzir games (na maioria das vezes sem ganhar nada com isso) para que nós possamos jogar o que não conseguiríamos!