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JoguEpire – Cronologia Megaman – Parte 1 fevereiro 27, 2010

Posted by Zé in Cultura Gamer, Reflexão.
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Megaman é, na minha opinião, uma das melhores séries já criadas. Desde os meus 10 anos, acompanho o mascote azul da Capcom nas mais diversas séries e sempre me divirto com elas (exceto Megaman Legends, ô joguinho ruim); afinal, o ponto forte da série está em sua jogabilidade: passar por fases cheias de armadilhas e inimigos, enfrentar um chefe no final e ganhar seus poderes é tão simples e divertido na série ZX quanto na série clássica. No entanto, se tem uma coisa em Megaman que não é simples, esta é a história da série.

Entender a história de Megaman é tão fácil quanto andar numa corda bamba…com os olhos vedados, bêbado e em cima de um skate. O problema da narrativa não é a história de uma série individualmente, e sim como uma série se conecta com a outra. Essa cronologia da saga deixa gamers malucos: o que acontece no mundo de Megaman no final de uma série, para que a outra tenha início?

Capa americana do primeiro Megaman. O que eles estavam pensando?!?!?!

Obviamente, a maioria das respostas ainda não existem, porque…bom, muitas das séries ainda não acabaram. O que existe são alguns dados revelados pela Capcom em certos games e muitas, mas muitas teorias criadas por fãs. Pensando nisso, Resolvi resumir as séries e mostrar algumas teorias de como elas se conectam. Neste post, a série clássica, com um leve toque de Megaman X.

O ano é 200X, e o renomado cientista Dr. Thomas Light cria dois robôs que serviriam como seus assistentes no laboratório: Megaman, um robô com a capacidade de copiar qualquer ferramenta, e Roll, feita para limpar o laboratório. O experimento foi um sucesso, e Light resolve criar mais seis robôs que teriam a função de ajudar os seres humanos a realizar tarefas difíceis: Gutsman, Cutman, Elecman, Fireman, Bombman e Iceman.

Dr. Wily, um cientista que foi renegado pelo conselho de ciência devido às suas idéias malucas e atitudes antiéticas, com inveja do sucesso de Light, entra no laboratório dele e, acreditando que Megaman e Roll não seriam úteis, rouba os seis outros robôs e os reprograma para fazer o mal.

Com os robôs criados por Light espalhando o caos, Megaman se oferece para lutar contra eles. Light, sem outra escolha, converte o ajudante em um robô de batalha, e assim começa a batalha de Megaman contra Dr. Wily. Basicamente todos os Megaman clássicos têm esta história: Willy cria ou reprograma robôs para o mal, e Megaman tem de derrotá-los. Mas existem três pontos importantes na história clássica: a criação de Protoman, Bass e Zero.

Protoman, como o nome sugere, foi o primeiro robô com características humanas criado por Dr. Light. No entanto, ele tinha um gerador de força defeituoso, que acabaria por destruí-lo. Atormentado pelo seu defeito e sem ter outros robôs semelhantes a ele com quem pudesse interagir, Protoman foge do laboratório de Light quando este quis repará-lo, acredidanto que o Doutor iria alterar sua personalidade ao invés de realizar concertos. Protoman vaga pelo mundo até encontrar Dr. Wily, que repara seu gerador temporariamente.

O reparo de Protoman faz com que Wily entenda o funcionamento dos robôs de Light, e é assim que ele os reprograma.  Protoman aparece pela primeira vez em Megaman 3 como um inimigo; mas após lutar contra Megaman e entender quem Dr. Wily realmente é, ele volta para o lado bom da força. No entanto, ele ainda desconfia do Dr. Light, e por isso age por conta própria.

Bass aparece pela primeira vez em Megaman 7. Ele é um robô criado por Dr. Wily para TAN TAN TAN… destruir Megaman! Apesar de trabalhar para Wily, Bass não é controlado por ele: muito pelo contrario, a sua única meta é se tornar o robô mais forte de todos, e para isso ele precisa derrotar Megaman.

Em muitos games Bass se une com Megaman para derrotar um inimigo em comum, que se proclama mais forte do que ele (como King, em Megaman e Bass), e até mesmo para derrotar Wily, quando este o irrita e resolve criar outros robôs “fracos” para tentar vencer Megaman.

A criação de Bass vai, eventualmente, dar a Wily a capacidade de criar Zero, um dos protagonistas da série X. No jogo de luta Megaman 2: the power fighters, o final de Bass (veja o vídeo abaixo) mostra a origem do robô e a de Zero: Wily desenvolve um tipo de energia muito poderoso chamado Bassnium  e a partir dela constói Bass (criativo…). Com esta energia, ele começa a desenvolver Zero, que segundo o doutor maluco, será muito mais poderoso que Bass ou Megaman.

É aqui que as coisas complicam de verdade e as dúvidas surgem: a série X, na qual Zero aparece, só acontece depois de 100 anos da série clássica. O que aconteceu com o mundo durante este tempo? Que fim levaram Megaman, Bass, Roll e Protoman? Uma teoria, muito aceita pelos fãs de Megaman é a do cataclisma: Zero teria despertado e ficado sem controle, matando todos os personagens da série clássica. Apesar de ser uma teoria muito interessante, fica uma dúvida: o que Zero ficou fazendo durante os 100 anos que antecedem Megaman X? Outra teoria é bem mais simples, dizendo que os robôs ficaram ultrapassados e foram desativados, e Dr. Light e Wily morreram de velhice. Alguma dessas teorias está certa? Será que Megaman 10, que vai sair em março para PSN, WiiWare e XBLA, pode responder algumas perguntas? De acordo com Hironobu Takeshita, produtor de Megaman 9, em entrevista ao site 1UP, “essas teorias não são oficiais. De fato, as duas séries (clássica e X) se passam no mesmo mundo, em períodos de tempo diferentes. Algum dia pode existir uma conexão entre as duas, mas ainda não acho que seja a hora”. Ou seja, nem a Capcom ainda sabe o que fazer com a historia da série.

A cronologia de Megaman não acaba aqui! No próximo post, a série X e suas ligações com Megaman Zero!

Para que servem os games? fevereiro 23, 2010

Posted by Carlos in Games e arte, Reflexão.
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Um vídeo recente tem gerado polêmica e uma discussão muito saudável.

Chama-se My Gaming Resolution (algo como “Minha Promessa Gamer”). O criador começa a animação dizendo que não espera fazer a cabeça de ninguém com o vídeo, o que claramente é falso. Afinal, as palavas podem mentir, mas músicas melosas e estilo fofinho não.

Nâo gostei do vídeo, embora concorde com quase tudo o que ele diz. Nada melhor que assisti-lo, mas, para introduzir a discussão, seu esqueleto basta.

O gamer médio?

My Gaming Resolution é uma animação, de 5min36s, que defende que jogos eletrônicos são apenas entretenimento fútil. Eles só serviriam para algo quando ajudam na socialização, unindo pessoas com papo e calos em comum.

Os jogos seriam descartáveis, já que são consumidos somente para o prazer momentâneo – praticamente mascamos Halo e GTA. A exceção à regra, portanto, seria a atividade ao lado dos seus amigos.

A pergunta: “quanto tempo perdemos jogando?”

Entramos então nas estatísticas sobre games. Uma rápida googlada traz alguns dados essenciais. O conciso e didático site Video Game Statistics tem dados importantes. Alguns, surpreendentes: a idade média dos gamers seria de 32 anos e haveria mais jogadores com 50+ anos do que menores de idade (!?). O problema da página é que ela é tão bonita que obscurece o fato de não possuir referências… de onde tiraram os dados? Gameshark? Chuto que a pesquisa diz respeito ao público americano. De qualquer jeito, só vamos usar um dado: os gamers gastam em média 18h por semana apertando botões. Dá até para confiar neste número, mas usemos mais um, para garantir.

Um artigo do HardestLevel mostra uma pesquisa de 2008 sobre o mesmo tema. Diferente da outra, essa possui fonte. Agora, às contas, yay!

Para não gastar o dia procurando por números perfeitos, farei uma conta com os dois sites só. Segundo o bonitinho VGS, a média de tempo jogado (fora?) por semana é de 18h. A média do artigo é de 20,2 horas. 19 horas de jogatina a cada sete dias, então. Essa amostragem tem alguns problemas: ambos não consideram jogos de PC, além de se referirem somente aos gamers americanos. No fim, porém, é possivel ter uma ideia de quanto tempo os gamers passam jogando:

19h por semana;

76h por mês;

912h por ano.

Isso quer dizer passar 10.5% do ano jogando video game, 37 dias e 12h, um mês e uma semana.

Em um ano, isso dá 1.641.600 minutos ou 98.496.00 segundos, o suficiente para assistir ao Avatar 10.133 vezes, dar meia volta no mundo velejando ou ir a pé de São Paulo a Manaus (ok, sem pausas).

Nos comentários do vídeo a tônica parece ser “sou gamer mas sou normal, é só achar um equilíbrio”. Isso não muda o fato de que os números acima são assustadores, grandes demais. E claro que há os gamers hardcore! A mensagem do My Gaming Resolution é exatamente essa: “calma com os games, eles são fúteis se não envolverem amigos reais”.

Reflexões sobre a solidão numa linguagem inventada, em um pequeno mundo repleto de gigantes

É aí que eu discordo completamente da visão do MGR. Jogos eletrônicos não são somente futilidade, tampouco apenas objetos de consumo. Verdade que os games não nasceram com função social, longe disso. Contudo, eles têm um potencial artístico. O cinema nasceu sem saber exatamente o que era, ganhou uma linguagem própria com o tempo, depois ela foi destruída e hoje virou tudo uma salada (muito rentável). O mesmo acontece com os games, só que de forma mais rápida, tudo ao mesmo tempo. A arte nos games serve para eles venderem mais? A maioria das vezes sim, mas isso a invalida?

Se jogos são somente entretenimento, o que é a narrativa da saga Metal Gear e de Valkyrie Profile; a trilha sonora dos Final Fantasies; a ambientação de Resident Evils e Fallouts; a imersão de Deus Ex e Ace Combat; o humor em Earthbound e Katamari; a história de Chrono Trigger; a arte de Okami e Shadow of the Colossus… A emoção de Zelda: Ocarina? Essas criações e seus recursos não são passageiros.

Se games são só entretenimento fútil e efêmero, por que muitos gamers retomam os clássicos acima até hoje? São todos jogos que foram lançados em peso no mercado, nada de indie. Por um lado, iniciativas como Virtual Console do Wii e a rede PSN da Sony trazem jogos antigos e lucros novos. Por outro, se ainda há procura por eles, é porque têm algo de atemporal.

Por fim, há um dado que prova que games podem ser arte. Mais do que um dado, uma atitude: ser crítico a eles. O jogador (você!) pode pausá-los e tentar entender suas referências e influências, seus acertos e falhas, fazer relações e situá-lo num contexto. Isso pode não te ensinar a manejar uma espada, mas com certeza te deixa mais esperto.

O que você acha da discussão? Games podem ser arte? Ou são só um passatempo mesmo?

P.S.:Mais críticas ao site Video Game Statistics podem ser encontradas no Digg, com comentários sobre o site. Claro que a maioria é bobagem, como ressaltar que os dados não lembram o Campo Minado do Windows.

K.O. fevereiro 13, 2010

Posted by Zé in Humor.
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Minha cópia de Tatsunoko Vs. Capcom chegou esta semana, yay! Antes de mais nada, o jogo é simplesmente fantástico: é divertido, tem combos e supers extremamente exagerados e o desafio, tanto online quanto contra a AI do game, é sempre correspondente ao nível de habilidade do jogador. Agora, o que achei de ruim no jogo: eu sou PÉSSIMO nele. Hoje fiquei treinando um combo com Tekkaman Blade por mais de uma hora, e não consegui fazer direito ainda. Tentando entender o porquê de tamanha falta de habilidade, procurei no fundo de minha memória gamer e encontrei as respostas.

É difícil admitir quando um game é melhor que você, mas esse é o caso aqui.

Em primeiro lugar, perdi o costume de jogar games de luta como Tatsunoko. O último que joguei seriamente foi…hã…Street Fighter II, meu primeiro jogo de SNES (sim, meu Super Nintendo não veio com Mario Bros…) e provavelmente um dos games que mais joguei. É claro que ao longo dos anos dei uma jogada em um The King of Fighters aqui, um Mortal Kombat ali, mas foi sempre uma jogada casual, nunca tive vontade de me aprofundar nestes jogos. Isto causa meu primeiro problema com Tatsunoko: a falta de coordenação para realizar os combos, especialmente quando estes exigem uma precisão e um timing perfeito – demore um microssegundo a mais do que deveria e seu combo já era, fazendo com que seu adversário te contra-ataque sem dó.

Meu segundo problema na verdade é a continuação do primeiro. Se não joguei muitos games de luta ao longo dos anos, o que estive jogando? Bem, majoritariamente, RPGs. Apertar um botão para fazer escolhas em um menu durante anos é algo que atrofia a habilidade de qualquer um em games que exigem reflexos e precisão.

História complexa e ótimos personagens não ajudam em nada quando Ryu está acabando com você

História complexa e ótimos personagens não ajudam em nada quando Ryu está dando um combo de 5578597 hits em você

Por fim, o meu último problema final com Tatsunoko é que ele é diferente de jogos tradicionais de luta. Em Street Fighter IV, por exemplo, posso pegar um controle e jogar normalmente com o Ryu, pois além dos comandos serem basicamente iguais à versão do SNES, é possível lutar com cautela, esperando o erro do oponente para contra-atacar na hora certa. Em Tatsunoko, no entanto, o que conta é a sua habilidade, criatividade e destreza em criar e executar combos devastadores. Soltar os especiais mais fortes de cada personagem é o de menos, o desafio aqui é como encaixar esse especial em uma cadeia de golpes maior.

Para mim, isso é um ponto muito positivo para o jogo, pois abre muitas possibilidades de combos diferentes, que levam em conta os golpes do personagem utilizado no momento, o assist do parceiro e a capacidade de fazer escolhas difíceis sob pressão: há um sistema no jogo chamado Barouque, que sacrifica toda a sua vida vermelha, que pode ser recuperada quando seu personagem está na reserva, para estender combos e aumentar o dano causado. Esse sistema pode virar uma luta que já estava perdida, ou pode te afundar ainda mais, só depende da sua habilidade – no momento, o Barouque só me afunda…

O combo de Tekkaman Blade, de acordo com especialistas no game: 5A, 5B, 2B, 5C, Lançar, S.j, 5A, 5A, 5B, 5B, j, 2C. Simples né?

No entanto, esse mesmo sistema é a minha ruína no game, pois imaginar os combos é uma coisa, fazer com que eles funcionem no training mode é outra um pouco mais complicada; e quando se joga online com um oponente forte, o desespero é tanto que eu acabo esquecendo qualquer estratégia e saio apertando qualquer botão, esperando um milagre para vencer.

De qualquer forma, Tatsunoko Vs. Capcom é um ótimo e complexo game de luta, mas que nunca deixa de ser divertido. Se você quiser comprar o jogo, mas não quer perder tempo tentando entender todos os mínimos detalhes, tudo bem; o controle padrão do Wii tem comandos simplificados, que permitem a realização de combos e especiais facilmente. E para quem quer dominar o jogo mesmo sem ter muita experiência em jogos de luta, prepare-se para praticar, muito…

Se praticar bastante ainda chego lá! Só não vou tomar suco de ovo pra isso...blergh

Tatsunoko Vs. Capcom – lista (quase) completa dos personagens desconhecidos fevereiro 4, 2010

Posted by Zé in Cultura Gamer.
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Tenho de admitir que há tempos um jogo de luta não me deixa tão empolgado quanto Tatsunoko Vs. Capcom. Minha cópia do jogo chega na semana que vem, e enquanto isso estive procurando e assistindo os animes da Tatsunoko para conhecer melhor os personagens. Para a minha surpresa, mesmo com o advento da Internet, é muito difícil encontrar estas séries. Abaixo segue uma lista com os animes que encontrei, a minha impressão sobre eles, e o link de onde assisti-los.

Considerações iniciais: Com exceção de Tekkaman Blade, Karas e Casshern Sins, esses animes são da década de 70/80, e apesar da qualidade da animação ser surpreende para a época, é óbvio que a animação tem muitas limitações, e algumas pessoas podem não gostar dessas séries por serem muito velhas. Além disso, as séries que são dubladas em inglês costumam ter atores horríveis e sem emoção dublando os personagens.

Casshern: Neo-Human Casshern conta a história de Tetsuya Azuma, um ser humano que sacrifica sua vida humana para renascer como um andróide, e junto com seu cachorro robótico Friender, luta contra Braiking Boss, um robô que se revolta contra os humanos e cria um exército para destruí-los. Casshern inspirou fortemente a criação de dois dos meus personagens favoritos da Capcom: Megaman e Viewtiful Joe; infelizmente, o show original só tem 15 dos seus 35 episódios dublados, em italiano.

Há um OVA de quatro episódios chamado Casshern: The Robot Hunter, dublada em inglês, que dá um gostinho do que é a série original. Também foi feito um filme sobre Casshern, lançado no Brasil com o título de Casshern – reencarnado do inferno, que tem elementos da história original e efeitos especiais fantásticos, e pode ser encontrado com legendas em inglês no Youtube. Por fim, existe a série Casshern Sins, lançada em 2008 com 24 episódios, já traduzidos por fãs brasileiros.

No entanto, Casshern Sins não tem nada a ver com a história original: nela, Casshern é o culpado por causar a destruição do mundo, e como ele não se lembra de nada, sai em busca da verdade. Essa série tem uma premissa muito boa e consegue te manter grudado durante todos os episódios; o problema é que as respostas de todas as (muitas) perguntas levantadas ao longo do anime só aparecem no último episódio e de forma muito apressada, o que realmente desaponta. Mas se você quer conhecer um dos personagens que inspirou Megaman, não deixe de conferir Casshern.

Assista Neo-Human Casshern (Italiano – 15 episódios)

Assista Casshern: The Robot Hunter

Assista Casshern o filme

Assista Casshern Sins

Gatchaman – A série mais longa da Tatsunoko, com 105 episódios ao todo. Gatchaman é a história de cinco adolescentes membros do Science Ninja Team, que lutam contra a organização maligna Galactor, que deseja dominar o mundo. Essa série lembra bastante o modo Power Rangers de ser: o mundo está em paz, Galactor cria um monstro-robô-gigante-que-destrói-uma-cidade-inteira-e-mata-milhões-de-pessoas, o Science Ninja Team aparece e salva o dia, yay!

Apesar da fórmula batida, Gatchaman é extremamente divertido: Os personagens, principalmente Ken the Eagle, Joe “Bird Missiles” the Condor e Jun the Swan (os três presentes no jogo), são carismáticos, e as cenas de luta são variadas, indo do combate aéreo contra monstros gigantes ao corpo-a-corpo contra os capangas da Galactor. Mas o que realmente diverte em Gathcaman são as bizarrices na história de cada episódio.

Em um deles, por exemplo, Galactor tenta dominar o mundo roubando um recurso fundamental para a vida moderna: açúcar! Sem nada doce para comer, as crianças vão entrar em pânico, e conseqüentemente os adultos também, e o mundo vai entrar na era do CAOS, MWAHAHAHAAHAHHA! Se você procura um anime com ação e com uma história que se leva a sério, mas que no fim das contas é muito engraçada, Gatchaman é a sua escolha.

Assista Gatchaman (série completa, dublado em inglês)

PS: Recomendo a leitura dos comentários no Youtube, que sempre discutem as falhas na história de cada episódio, além da obsessão de Joe the Condor em atirar Bird Missiles em tudo o que vê pela frente.

Karas– Karas é um OVA de seis episódios lançado em 2004, que conta a história de Otoha, um humano que se torna um Karas, protetor da cidade de Shijuku, cuja função é manter o equilíbrio entre o mundo humano e o espiritual. Espíritos malignos conhecidos como Mikuras estão atacando a cidade sob as ordens do misterioso Ekou e perturbando o equilíbrio, e Karas deve acabar com essa palhaçada. A história dessa série é confusa nos primeiros episódios, e ela sofre um pouco devidos às muitas histórias paralelas, como a dos detetives que querem provar que youkais (espíritos) existem, mas ela consegue manter um suspense e cativar o espectador.

No entanto, a história em Karas é o de menos: as belíssimas seqüências de ação, que misturam cenários bidimensionais com personagens tridimensionais (Karas e os Mikuras) são simplesmente fantásticas. Destaque para a batalha final do anime, que dura praticamente o último episódio inteiro e é de tirar o fôlego.

Assista Karas (série completa, áudio em japonês/legendas em português)

Tekkaman– Space Knigth Tekkaman é basicamente a luta dos humanos bonzinhos contra os aliens malvados. Uma raça alienígena está tentando invadir a Terra, e Barry Gallagher, ao se transformar em Tekkaman, tem sua força ampliada para lutar contra os extraterrestres.

Assista Tekkaman (dublado em inglês,13 dos 26 episódios)

Assista Tekkaman (dublado em italiano, série completa)

Tekkaman Blade – Essa série é simplesmente incrível, e Tekkaman Blade já é o meu personagem favorito da Tatsunoko. Apesar de ter semelhanças com o antigo Tekkaman, como o robô Pegas, a série Blade (lançada em 92) tem uma premissa completamente diferente: a Terra foi subitamente atacada por aliens chamados Radam, e os humanos não tem como combatê-los.

O único que pode deter os Radam é D-boy, um garoto misterioso que pode se transformar no poderoso Tekkaman Blade. Não se engane com esse resumo; Tekkaman Blade é muito mais complexo do que simplesmente a luta dos humanos bonzinhos contra os aliens malvados. Um general do exército, tão vilão quantos os Radam, não se importa em sacrificar milhões de seres humanos para matar os aliens; D-boy não luta para salvar a Terra porque ele é nobre, e sim porque ele tem um ódio gigantesco contra os Radam.

Além disso, essa série é bem realista: D-boy não é nenhum super-homem, e ao longo da série ele vai adquirindo fraquezas devido às limitações de seu corpo, e seus inimigos exploram estas fraquezas ao máximo. Não quero dar muitos detalhes sobre a história dessa série, pois ela realmente é muito boa e vale a pena conferir cada episódio.

Assista Tekkaman Blade (série completa/áudio japonês/legendas em inglês)

Assista Tekkaman Blade (série completa/áudio japonês/legendas em espanhol)

PS: a tradução em inglês desta série é muito boa até o episódio 38. Depois disso, as legendas ficam péssimas. Após o episódio 38, é melhor baixar com legendas em espanhol.

Polimar – Takeshi Yoroi é aparentemente apenas o ajudante preguiçoso de um detetive trapalhão, mas sua identidade secreta é Polimar, um herói mestre em artes marciais e que pode se transformar em muitas coisas devido a sua roupa especial, como um submarino e uma nave.

Ainda não assisti muito desse anime, mas Polimar é uma série interessante por ter todo esse clima de investigação policial, além de ser um pouco mais descontraído que as outras séries: o detetive Jo Kumura, para quem Takeshi trabalha, admira Sherlock Holmes, mas não chega a conclusão alguma sem a ajuda de seu assistente, e o cachorro da dupla é o narrador da série.

Assista Polimar (série completa – dublado em italiano)

Yatterman – Não consegui encontrar a série original de Yatterman, mas um remake dela está sendo exibido no Japão. Infelizmente, só três episódios foram legendados por fãs até agora, e não há previsão se a tradução vai continuar. Não assisti Yatterman porque só três episódios é sacanagem, mas para quem quiser conferir, segue o link:

Assista Yatterman (Três episódios – legendas em inglês)

Bom, isso foi tudo que eu encontrei sobre os personagens da Tatsunoko (não consegui achar nada sobre Gold Lightan e Ippatsuman); se alguém souber onde encontrar as séries mais antigas e outras dublagens que não sejam em italiano (não sou fluente no idioma, então peno bastante para assistir) poste nos comentários! Nos vemos semana que vem, nas partidas online de Tatsunoko Vs. Capcom!