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Gameworld: Entrevista com Yuki (Thaís Jassum, cosplay Samus) março 31, 2010

Posted by Carlos in Cultura Gamer, JoguEntrevista.
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Carlos do JP entrevista Thaís Jussim, mais conhecida como Yuki Lefay.
Yuki ganhou o primeiro lugar no concurso de Cosplays da Gameworld 2010, em São Paulo. A armadura, da Samus do Metroid Prime 3, tem 13kg é animal.

Nesta entrevista, Yuki fala sobre como foi o processso de montar a armardura, o cu$to, futuros projetos (Bayonetta!) e manda um recado para quem quer tentar um cosplay.

E me desculpem pelo comentário faustão no final xP

Dois bônus:
1Quando a Yuki sai da sala dá para ver como a armadura é grande: ela precisa entrar e sair dos lugares de lado!

2Yuki e o figurão Charles Martinet, dublador do Mario.

31/03/2010

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JP traduz: História, RPGs, e a luta pelo apelo Mainstream março 19, 2010

Posted by Carlos in JoguEtraduza, Reflexão.
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Por Brian Shirk*

Os programadores primeiro desenvolveram video games como um passa-tempo complexo voltado para geeks, mas o lançamento do infame duelo de joysticks conhecido como Pong alterou o futuro dos games. Com um simples clone do Magnavox Odyssey Tennis,  a Atari deslocou o apelo dos video games de hackers para donos de bares e donas de casa pelo mundo afora. Desde os anos 70, a industria tem presenciado  games cujo apelo é voltado exclusivamente a gamers hardcore e casuais, e por vezes, a ambos segmentos de mercado.

Centenas de games pertencem a cada tipo de gamer, mas um gênero em especial raramente deixa seus confins hardcore. O RPG normalmente tem apelo para gamers hardcore devido a tolerância deles a estatísticas complexas e mundos imersivos. Mas eu tenho outro motivo para RPGs raramente alcançarem o mainstream – eles muitas vezes se apropriam de temas acadêmicos tais como História que as pessoas normalmente acham entediante.

As pessoas geralmente escolhem ver o mundo em termos de branco e preto ai invés de examinar como alcançamos nosso estado atual porque a vida é mais fácil desse modo. Nossa mídia e governo nacionais escolhem retratar terroristas do Oriente Médio como desumanos e irracionais porque o público não precisa nada além disso para definí-los como inimigos

Eles também descrevem os soldados americanos em termos simples –são heróis trabalhando para propagar a democracia pelo mundo. Independente de sua opinião sobre esse ponto de vista, está claro que a mídia não está veiculando certas informações importantes – provavelmente porque a maioria das pessoas não se importaria mesmo se elas estivessem disponíveis.

A maioria das pessoas está feliz vendo o mundo em termos simples em que a sociedade define um lado como o inimigo e o outro como o bonzinho. É uma pena; poucas pessoas percebem que os “terroristas” do Oriente Médio têm motivacões que são tão concretas quanto as do Ocidente.

Talvez os norteamericanos entenderiam melhor a causa dos terroristas do Oriente Médio se soubessem como o governo dos EUA e os de países da Europa Ocidental implantaram e defenderam ditadores em nações como o Irã e o Pakistão. Ou como logo em seguida, pilharam seus recursos e deixaram seus povos sem possessões. Os norteamericanots também entenderiam melhor as motivações “terroristas” se eles reconhecessem a imposição da cultura ocidental em territórios que valorizam suas próprias tradições e religião.

Assim como a maior parte de nosso mundo não liga para entender o presente examinando como chegamos ao agora, a maioria não se interessa pelo enredo nos RPGs. Quando a maior parte das pessoas joga videogames, elas estão procurando uma experiência cheia de ação para tester seus reflexos; eles não querem um jogo que usa mecânicas muito estratégicas e baseadas em estatísticas para aprofundar a estória.

Mesmo se eles valorizam o enredo de um jogo tanto quanto a jogabilidade, eles provavelmente deixarão passar o que o deixa especial. A maioria dos jogadores reconhecerão o tema geral do jogo – seja salvar o mundo ou uma parte dele – mas eles não notarão alusões a eventos históricos importantes

Quase todo mundo que jogou Final Fantasy 7 presenciou a morte de Aerith, mas poucos perceberam o posicionamento do jogo em relação à ganância empresarial, classismo e a destruição do meio ambiente. Do mesmo modo, a maioria dos jogadores de Xenogears entendeu o objetivo de Solaris de manipular os Lambs [ovelhas] pelo uso de sua instituição religiosa, a Ethos, mas eles não viram como isso era parecido com o uso do Cristianismo por parte da Europa Ocidental e EUA para subjugar outros povos.

A maioria dos gamers também não percebe numerosas referências a lugares e rituais históricos nos RPGs. Poucos players veem o Kingdom of Karnak [Império de Karnak] do Final Fantasy V como um templo Egípcio da antiguidade, e menos ainda sabem que os rituais funerários do Budismo Mahayanna inspiraram a cena de velório de Lost Odissey.

Detalhes como esse talvez pareçam bobos para o player médio que está apenas preocupado com desafios de coordenação motora, mas para pessoas que apreciam o passado do mundo, essas conexões são um portal para um mundo que não existe mais. Para alguns de nós, esses mundos mágicos são o mais próximo que chegaremos de experienciar costumes e ideias diferentes dos nossos.

Enredo e referências históricas nos RPGs talvez nunca chamem a atenção das massas, mas isso significa que desenvolvedores devam usar Doom [magia de maldição] nas companhias de RPG? Com certeza não. Eles talvez precisem injetar mais ação e evoluir elementos antigos de jogabilidade (batalhas aleatórias), mas eles certamente não deveriam substituir referências históricas e alusões a eventos atuais com truques de James Bond – a não ser que os gamers desejem uma experiência divertida, mas sem sentido.

_______

Comentários pessoais: Acho a visão do autor um tanto reducionista, mas a discussão levantada é muito boa. Como todo bom norteamericano, a discussão de terrorismo, militares e Bush não ficam de fora.

A história dos games pode ser uma porcaria ou pode ser excelente. Mas, para além disso, ela pode ter relações extremamente ricas com o mundo real. Épocas diferentes produzem jogos diferentes, nada é gratuito.

E você, leitor? O que acha? Presta atenção na história dos jogos? Faz relações entre ela e o mundo real?

*Original: History, RPGs, and the Struggle for Mainstream Appeal, por Brian Shirk. Traduzido com permissão do autor.

As opiniões do texto são responsabilidade do autor e blablabla!

FicaDica – Carlos e Zé no site da Nintendo World! março 9, 2010

Posted by Zé in Cultura Gamer.
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Olá a todos,

venho neste pequeno post fazer um convite (e um jabá) para que todos acompanhem nosso trabalho no site da Nintendo World. Carlos e eu recentemente nos tornamos colaboradores do site, então vamos abastecê-lo com todo tipo de notícias sobre o mundo Nintendo. Tudo o que escrevermos lá vamos divulgar no Twitter do blog, então nos siga!

Nossos perfis no site:

Carlos – http://nintendoworld.uol.com.br/content.php?id=2349

Zé – http://nintendoworld.uol.com.br/content.php?id=2351

PS: O blog vai continuar sendo atualizado, obviamente!

PS2: No site somos um pouco mais formais, então não assinamos como Carlos e Zé: eu assino como José Coutinho Júnior e o Carlos como Carlos Oliveira.

Games podem substituir a vida real? março 7, 2010

Posted by Zé in Reflexão.
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Um casal coreano deixou sua filha de três meses morrer de fome, enquanto cuidavam de um avatar em um game online. O casal Kim, ele com 41 anos, e ela com 25, que estavam desempregados e moravam na casa da mãe da mulher, passavam horas jogando online em lan houses. Um dia, ao voltarem para casa depois de jogar por mais de doze horas, encontraram a filha morta, e a autópsia revelou que ela morreu de fome. Os pais também confessaram que davam leite estragado para a menina, e que a espancavam para que ela fizesse silêncio. O game em questão é um MMORPG popular na Coréia chamado Prius.

Fonte: tgdaily.com

Por mais surreal que seja, essa história é verdade. É assustador que pais deixem uma criança morrer para tomar conta de um personagem num MMORPG, o que levanta uma questão: a fantasia nos games pode substituir a vida real de uma pessoa? A notícia em questão retrata o casal como dois irresponsáveis e põe a culpa inteiramente na falta de vontade deles em melhorar de vida. Não quero aqui, de forma alguma, fazer a defesa do casal: eles erraram sim e a culpa pela morte da filha é deles. O que quero é tentar entender o que levou o casal a chegar neste ponto.

Como dito na notícia, ambos estavam desempregados e moravam na casa da mãe da esposa; a vida deste casal não devia ser nem um pouco fácil. O mundo fantástico do jogo, no qual eles podiam ser quem quisessem, e quanto mais jogassem, melhor seria a reputação deles perante os outros jogadores; no qual estavam livres das obrigações e responsabilidades mundanas, como contas a pagar ou filhos para cuidar, é muito mais atraente que o mundo real. Além disso, no mundo virtual, eles poderiam ter dinheiro, fama e poder, ao passo que no mundo real, o que eles teriam? Possivelmente um emprego medíocre e uma vida cheia de complicações.

A idéia de ascensão social, que no mundo real é um sonho muito difícil de realizar para o casal (e para muitas outras pessoas), no game é uma realidade. basta que o jogador se esforce o bastante e vai obter tudo o que quiser. “Liberdade individual”; “se trabalhar bastante, vai conseguir o que quiser”. Valores como esses são propagados na nossa sociedade desde a Revolução Francesa, e enquanto são bonitos na teoria, nunca funcionaram na prática; se funcionassem, desigualdade social seria algo inexistente. Games como Prius e outros MMOs tornam, dentro de seu mundo, esse discurso real, e isso fascina as pessoas a ponto de cegá-las para sua realidade, como o casal Kim, que esqueceu sua própria filha.

Na minha opinião, portanto, é leviano dizer que o casal ignorou a filha por pura irresponsabilidade: o vício em um mundo fantástico como o de Prius, para essas pessoas, se deve à falta de oportunidades e à desilusão com o mundo real. Quando sua vida está ruim, qualquer forma de escape da realidade é tomada como salvação, e foi isso que ocorreu com o casal Kim, infelizmente.

O amor é cego! ou Como zerar Zelda de olhos fechados março 4, 2010

Posted by Carlos in Cultura Gamer, Reflexão.
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(Este texto está disponível também na Nintendo World Online)

Há muitos jogos que são 8 ou 80: amar ou odiar, venerar ou desprezar. The Legend of Zelda: Ocarina of Time é um daqueles raros jogos em que isso não acontece: mesmo os poucos que não gostam muito dele o respeitam, seja por ele ter sido tão importante, seja por ser um jogo tão bem feito e ponto final.

Mas, uma matéria da emissora CNN mostra dois gamers que levaram seu amor pelo Zelda às últimas consequências.

Roy Willians é um garoto americano apaixonado pelo primeiro Zelda do Nintendo 64. Willians é ativo na internet e conheceu bastante gente com gosto parecido, porém um deles tinha algo de diferente. Jordan Verner, de outro estado dos EUA, também adora Zelda, mas o garoto é cego. Roy e Jordan se aproximaram e, por Skype, surgiu um pedido: ajudar um cego a salvar o reino de Hyrule.

Jordan diz que o pedido não foi tão sério, mas Roy tomou a missão para si: logo, estava controlando Link com olhos tapados para sentir como Jordan jogava e, assim, bolar uma ajuda. E conseguiu!

Os envolvidos: Roy e outros três gamers harcore. A motivação: simplesmente ajudar um gamer, independente das suas deficiências. Após quase dois anos e um detonado com centenas de milhares de caracteres (essa matéria tem uns 1.800), Verner derrubou Ganon.

A estratégia é minuciosa, indicando cada salto e dando referências a partir dos sons do jogo (como uma escotilha abrindo), e Jordan a acompanhou com um programa que transforma texto em voz.

Ouvindo apenas a chata Navi e a voz computadorizada, mas sabendo que não estava jogando sozinho, Verner conquistou não só Ganon como mais auto-estima. “O impossível é apenas o que não foi tentado”, palavras de um cego que sentiu o fim de Zelda.

Reportagem da CNN

Fotos da reportagem:

via Joystiq