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A Mecânica do Jogo junho 22, 2010

Posted by Carlos in Cultura Gamer, JoguEntrevista.
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O que é o videogame e sua relação com o jogador? Qual é seu papel cultural? A pirataria é causa ou consequência?

E como funciona isso tudo no Brasil? Por que o gamer brasileiro é como é?

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Leitores atentos, comentem, critiquem, metam o pau, suspirem, divulguem!

TCC  de Bruno Araujo e Carlos Oliveira

Edição: Bruno e Carlos

Videogames são arte? Isso importa? junho 1, 2010

Posted by Carlos in Cultura Gamer, Games e arte, Reflexão.
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Sou gamer e gosto de pensar sobre os games. Não só na resolução dos seus gráficos, no impacto da trilha sonora ou na jogabilidade precisa ou falha. Acho que jogar é mais do que apertar botões no tempo certo. Procuro tentar entender como cada elemento se junta para criar significados que pixels coloridos, notas musicais e botões gastos, sozinhos, não possuem.
Hmmm.

Games têm um sentido que vai além do óbvio. Games não são apenas um produto mercadológico. Games são mais que entretenimento…
Agora chega a frase mágica: Games são arte! Está aberto o debate, gritos fervorosos ecoam na comunidade gamer – uma discussão emocionante a princípio, mas de uma repetição nauseante mais para o fim inalcançável.

O gatilho da discussão data lá de 2005, quando Roger Ebert, famoso crítico de cinema e roteirista , martelou categoricamente que games não são arte. E que nem podem ser. Nas palavras dele, “videogames, por sua natureza, exigem escolhas do jogador, o que é a estratégia oposta dos filmes e literatura séria, que demandam controle autoral.”
Polemizador nato, Ebert cutucou uma ferida que trouxe à tona uma repercusão impressionante. Depois disso, mais e mais e muito mais debate.

SAIA DAÍ E VÁ JOGAR! (Montagem)

Mas o que quer dizer game é arte?
Aí que tá: depende. Arte é um tema tão complexo e abrangente que essa frase, por si só, não quer dizer nada. O perigo é que ela guarda um paradoxo não tão óbvio: games são um fenômeno cultural e industrial criado no fim do século XX, extensão tecnológica do jogo – conceito esse presente desde o Big Bang. Já a arte, para o senso comum, quer dizer Da Vinci, Mozart, Shakespeare e museus. Esse conceito já foi descontruído por Duchamp há quase um século, quando ele, de pinico na mão, indagou: só porque está no espaço do museu é arte?
Para colocar game e arte na mesma frase, portanto, é importante pelo menos situá-los no mesmo século.

Impossível fazer uma legenda original dessa foto batida

Para polemizar, o Video Games Live é arte?
Sim e não.
É música maravilhosa e uma super produção, mas não é arte de games. É um show de música, é música. Música, música, música.
A arte de games está no game, no ato de jogar, não no palco ou na mp3: situa-se na relação entre seus elementos e nos significados criados aí. Não são os gráficos, a música ou a jogabilidade, é a soma desses fatores.
Mas espera! e o Nobuo Uematsu, o roteiro de Mass Effect, a atmosfera de ICO e Shadow of Colossus, a imersão de Myst, a base filosófica de Bioshock, a jogabilidade de Braid e e…. ?
Esses casos (e muitos outros) envolvem criações de tão boa qualidade que superam a plataforma  de onde vieram, no caso o videogame. Rendem discussões, brigas, fins de namoro, isolamento social, mods, remixes funk e subprodutos: CDs, livros, shows, artbooks. E, claro, não esqueçamos o fator mercado: essa “arte” dá uma boa grana.

A ótima trilha de Ace Combat 5 dá um bom exemplo. É uma delícia ouvi-la de manhã, antes de uma prova importante ou um primeiro encontro. Motiva mais do que o tema do Rocky! Só que isso tudo é extensão da vida útil dela: ela serve para animar você, jogador, e deixar a experiência de pilotar seu avião mais intensa.

Então comofas?

Ice-Pick Lodge é uma desenvolvedora russa, autora de Pathologic (2005) e The Void (2009). O primeiro ganhou todos os prêmios russos possíveis e mais alguns, sendo aclamado por sua profundidade temática, mas chamado de “Oblivion com câncer” por ser pesadíssimo. É interessante, só que é MUITO difícil de jogar, não tentem, avisei! Pathologic chegou em mares nunca dantes navegados, só que num barco bem fuleira. Aqueles corajosos e desocupados que o desbravaram reconheceram seus potenciais.

Os desenvolvedore da Ice-Pick, em entrevista, disseram o que considero essencial: “A raiz de tudo é a liberdade de escolha do jogador”. Extremamente lúcidos, os russos consideram que o game como meio tem diversas “ferramentas” próprias. Eu colocaria algumas: a necessidade de o jogador ser ativo, a possibilidade do multiplayer, diferentes interfaces de controle, o confrontamento com a inexistência do definitivo (vide patches e DLC).

Chega!
Um tempo atrás eu era defensor ferrenho da ideia de que games poderiam ser a nona arte, talvez até a arte definitiva. Afinal, eles inauguraram uma sinergia entre imagem, som e interação forte e, principalmente, sem precedentes. Isso potencializa trabalhar narrativas de maneiras até então inimagináveis.

Mas falar de games e arte cansa. Talvez seja interessante pensar na relação cinema-games e como a narrativa cinematográfica contamina os games; os advergames e seu impacto no mercado; como os games  afetam a economia; como a economia afeta os games; será que os games têm uma mitologia própria? Esses tópicos são tão mais legais, estimulantes e produtivos do que game ser arte ou não!

Por que os games precisam ser arte? Talvez para justificar as bolhas no dedão, para reforçar a ideia de que game são sérios, para agregar valor ao$ produto$ ou para contradizer o Ebert.

Videogames são arte? A pergunta certa é: isso importa?

Gameworld: Charles Martinet se apresentando no concurso cosplay abril 1, 2010

Posted by Carlos in Cultura Gamer, Humor.
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Charles Martinet, dublador da voz única do Mario e outros personagens, foi mestre de cerimônias do concurso cosplay do Gameworld 2010. Aqui ele se apresenta e é traduzido pela Natalie Hidemi, editora da Nintendo World Online, que sofre para traduzir uma “frase” em especial.

31/03/2010

Gameworld: Entrevista com Yuki (Thaís Jassum, cosplay Samus) março 31, 2010

Posted by Carlos in Cultura Gamer, JoguEntrevista.
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Carlos do JP entrevista Thaís Jussim, mais conhecida como Yuki Lefay.
Yuki ganhou o primeiro lugar no concurso de Cosplays da Gameworld 2010, em São Paulo. A armadura, da Samus do Metroid Prime 3, tem 13kg é animal.

Nesta entrevista, Yuki fala sobre como foi o processso de montar a armardura, o cu$to, futuros projetos (Bayonetta!) e manda um recado para quem quer tentar um cosplay.

E me desculpem pelo comentário faustão no final xP

Dois bônus:
1Quando a Yuki sai da sala dá para ver como a armadura é grande: ela precisa entrar e sair dos lugares de lado!

2Yuki e o figurão Charles Martinet, dublador do Mario.

31/03/2010

FicaDica – Carlos e Zé no site da Nintendo World! março 9, 2010

Posted by Zé in Cultura Gamer.
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Olá a todos,

venho neste pequeno post fazer um convite (e um jabá) para que todos acompanhem nosso trabalho no site da Nintendo World. Carlos e eu recentemente nos tornamos colaboradores do site, então vamos abastecê-lo com todo tipo de notícias sobre o mundo Nintendo. Tudo o que escrevermos lá vamos divulgar no Twitter do blog, então nos siga!

Nossos perfis no site:

Carlos – http://nintendoworld.uol.com.br/content.php?id=2349

Zé – http://nintendoworld.uol.com.br/content.php?id=2351

PS: O blog vai continuar sendo atualizado, obviamente!

PS2: No site somos um pouco mais formais, então não assinamos como Carlos e Zé: eu assino como José Coutinho Júnior e o Carlos como Carlos Oliveira.

O amor é cego! ou Como zerar Zelda de olhos fechados março 4, 2010

Posted by Carlos in Cultura Gamer, Reflexão.
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(Este texto está disponível também na Nintendo World Online)

Há muitos jogos que são 8 ou 80: amar ou odiar, venerar ou desprezar. The Legend of Zelda: Ocarina of Time é um daqueles raros jogos em que isso não acontece: mesmo os poucos que não gostam muito dele o respeitam, seja por ele ter sido tão importante, seja por ser um jogo tão bem feito e ponto final.

Mas, uma matéria da emissora CNN mostra dois gamers que levaram seu amor pelo Zelda às últimas consequências.

Roy Willians é um garoto americano apaixonado pelo primeiro Zelda do Nintendo 64. Willians é ativo na internet e conheceu bastante gente com gosto parecido, porém um deles tinha algo de diferente. Jordan Verner, de outro estado dos EUA, também adora Zelda, mas o garoto é cego. Roy e Jordan se aproximaram e, por Skype, surgiu um pedido: ajudar um cego a salvar o reino de Hyrule.

Jordan diz que o pedido não foi tão sério, mas Roy tomou a missão para si: logo, estava controlando Link com olhos tapados para sentir como Jordan jogava e, assim, bolar uma ajuda. E conseguiu!

Os envolvidos: Roy e outros três gamers harcore. A motivação: simplesmente ajudar um gamer, independente das suas deficiências. Após quase dois anos e um detonado com centenas de milhares de caracteres (essa matéria tem uns 1.800), Verner derrubou Ganon.

A estratégia é minuciosa, indicando cada salto e dando referências a partir dos sons do jogo (como uma escotilha abrindo), e Jordan a acompanhou com um programa que transforma texto em voz.

Ouvindo apenas a chata Navi e a voz computadorizada, mas sabendo que não estava jogando sozinho, Verner conquistou não só Ganon como mais auto-estima. “O impossível é apenas o que não foi tentado”, palavras de um cego que sentiu o fim de Zelda.

Reportagem da CNN

Fotos da reportagem:

via Joystiq

JoguEpire – Cronologia Megaman – Parte 1 fevereiro 27, 2010

Posted by Zé in Cultura Gamer, Reflexão.
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Megaman é, na minha opinião, uma das melhores séries já criadas. Desde os meus 10 anos, acompanho o mascote azul da Capcom nas mais diversas séries e sempre me divirto com elas (exceto Megaman Legends, ô joguinho ruim); afinal, o ponto forte da série está em sua jogabilidade: passar por fases cheias de armadilhas e inimigos, enfrentar um chefe no final e ganhar seus poderes é tão simples e divertido na série ZX quanto na série clássica. No entanto, se tem uma coisa em Megaman que não é simples, esta é a história da série.

Entender a história de Megaman é tão fácil quanto andar numa corda bamba…com os olhos vedados, bêbado e em cima de um skate. O problema da narrativa não é a história de uma série individualmente, e sim como uma série se conecta com a outra. Essa cronologia da saga deixa gamers malucos: o que acontece no mundo de Megaman no final de uma série, para que a outra tenha início?

Capa americana do primeiro Megaman. O que eles estavam pensando?!?!?!

Obviamente, a maioria das respostas ainda não existem, porque…bom, muitas das séries ainda não acabaram. O que existe são alguns dados revelados pela Capcom em certos games e muitas, mas muitas teorias criadas por fãs. Pensando nisso, Resolvi resumir as séries e mostrar algumas teorias de como elas se conectam. Neste post, a série clássica, com um leve toque de Megaman X.

O ano é 200X, e o renomado cientista Dr. Thomas Light cria dois robôs que serviriam como seus assistentes no laboratório: Megaman, um robô com a capacidade de copiar qualquer ferramenta, e Roll, feita para limpar o laboratório. O experimento foi um sucesso, e Light resolve criar mais seis robôs que teriam a função de ajudar os seres humanos a realizar tarefas difíceis: Gutsman, Cutman, Elecman, Fireman, Bombman e Iceman.

Dr. Wily, um cientista que foi renegado pelo conselho de ciência devido às suas idéias malucas e atitudes antiéticas, com inveja do sucesso de Light, entra no laboratório dele e, acreditando que Megaman e Roll não seriam úteis, rouba os seis outros robôs e os reprograma para fazer o mal.

Com os robôs criados por Light espalhando o caos, Megaman se oferece para lutar contra eles. Light, sem outra escolha, converte o ajudante em um robô de batalha, e assim começa a batalha de Megaman contra Dr. Wily. Basicamente todos os Megaman clássicos têm esta história: Willy cria ou reprograma robôs para o mal, e Megaman tem de derrotá-los. Mas existem três pontos importantes na história clássica: a criação de Protoman, Bass e Zero.

Protoman, como o nome sugere, foi o primeiro robô com características humanas criado por Dr. Light. No entanto, ele tinha um gerador de força defeituoso, que acabaria por destruí-lo. Atormentado pelo seu defeito e sem ter outros robôs semelhantes a ele com quem pudesse interagir, Protoman foge do laboratório de Light quando este quis repará-lo, acredidanto que o Doutor iria alterar sua personalidade ao invés de realizar concertos. Protoman vaga pelo mundo até encontrar Dr. Wily, que repara seu gerador temporariamente.

O reparo de Protoman faz com que Wily entenda o funcionamento dos robôs de Light, e é assim que ele os reprograma.  Protoman aparece pela primeira vez em Megaman 3 como um inimigo; mas após lutar contra Megaman e entender quem Dr. Wily realmente é, ele volta para o lado bom da força. No entanto, ele ainda desconfia do Dr. Light, e por isso age por conta própria.

Bass aparece pela primeira vez em Megaman 7. Ele é um robô criado por Dr. Wily para TAN TAN TAN… destruir Megaman! Apesar de trabalhar para Wily, Bass não é controlado por ele: muito pelo contrario, a sua única meta é se tornar o robô mais forte de todos, e para isso ele precisa derrotar Megaman.

Em muitos games Bass se une com Megaman para derrotar um inimigo em comum, que se proclama mais forte do que ele (como King, em Megaman e Bass), e até mesmo para derrotar Wily, quando este o irrita e resolve criar outros robôs “fracos” para tentar vencer Megaman.

A criação de Bass vai, eventualmente, dar a Wily a capacidade de criar Zero, um dos protagonistas da série X. No jogo de luta Megaman 2: the power fighters, o final de Bass (veja o vídeo abaixo) mostra a origem do robô e a de Zero: Wily desenvolve um tipo de energia muito poderoso chamado Bassnium  e a partir dela constói Bass (criativo…). Com esta energia, ele começa a desenvolver Zero, que segundo o doutor maluco, será muito mais poderoso que Bass ou Megaman.

É aqui que as coisas complicam de verdade e as dúvidas surgem: a série X, na qual Zero aparece, só acontece depois de 100 anos da série clássica. O que aconteceu com o mundo durante este tempo? Que fim levaram Megaman, Bass, Roll e Protoman? Uma teoria, muito aceita pelos fãs de Megaman é a do cataclisma: Zero teria despertado e ficado sem controle, matando todos os personagens da série clássica. Apesar de ser uma teoria muito interessante, fica uma dúvida: o que Zero ficou fazendo durante os 100 anos que antecedem Megaman X? Outra teoria é bem mais simples, dizendo que os robôs ficaram ultrapassados e foram desativados, e Dr. Light e Wily morreram de velhice. Alguma dessas teorias está certa? Será que Megaman 10, que vai sair em março para PSN, WiiWare e XBLA, pode responder algumas perguntas? De acordo com Hironobu Takeshita, produtor de Megaman 9, em entrevista ao site 1UP, “essas teorias não são oficiais. De fato, as duas séries (clássica e X) se passam no mesmo mundo, em períodos de tempo diferentes. Algum dia pode existir uma conexão entre as duas, mas ainda não acho que seja a hora”. Ou seja, nem a Capcom ainda sabe o que fazer com a historia da série.

A cronologia de Megaman não acaba aqui! No próximo post, a série X e suas ligações com Megaman Zero!

Tatsunoko Vs. Capcom – lista (quase) completa dos personagens desconhecidos fevereiro 4, 2010

Posted by Zé in Cultura Gamer.
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Tenho de admitir que há tempos um jogo de luta não me deixa tão empolgado quanto Tatsunoko Vs. Capcom. Minha cópia do jogo chega na semana que vem, e enquanto isso estive procurando e assistindo os animes da Tatsunoko para conhecer melhor os personagens. Para a minha surpresa, mesmo com o advento da Internet, é muito difícil encontrar estas séries. Abaixo segue uma lista com os animes que encontrei, a minha impressão sobre eles, e o link de onde assisti-los.

Considerações iniciais: Com exceção de Tekkaman Blade, Karas e Casshern Sins, esses animes são da década de 70/80, e apesar da qualidade da animação ser surpreende para a época, é óbvio que a animação tem muitas limitações, e algumas pessoas podem não gostar dessas séries por serem muito velhas. Além disso, as séries que são dubladas em inglês costumam ter atores horríveis e sem emoção dublando os personagens.

Casshern: Neo-Human Casshern conta a história de Tetsuya Azuma, um ser humano que sacrifica sua vida humana para renascer como um andróide, e junto com seu cachorro robótico Friender, luta contra Braiking Boss, um robô que se revolta contra os humanos e cria um exército para destruí-los. Casshern inspirou fortemente a criação de dois dos meus personagens favoritos da Capcom: Megaman e Viewtiful Joe; infelizmente, o show original só tem 15 dos seus 35 episódios dublados, em italiano.

Há um OVA de quatro episódios chamado Casshern: The Robot Hunter, dublada em inglês, que dá um gostinho do que é a série original. Também foi feito um filme sobre Casshern, lançado no Brasil com o título de Casshern – reencarnado do inferno, que tem elementos da história original e efeitos especiais fantásticos, e pode ser encontrado com legendas em inglês no Youtube. Por fim, existe a série Casshern Sins, lançada em 2008 com 24 episódios, já traduzidos por fãs brasileiros.

No entanto, Casshern Sins não tem nada a ver com a história original: nela, Casshern é o culpado por causar a destruição do mundo, e como ele não se lembra de nada, sai em busca da verdade. Essa série tem uma premissa muito boa e consegue te manter grudado durante todos os episódios; o problema é que as respostas de todas as (muitas) perguntas levantadas ao longo do anime só aparecem no último episódio e de forma muito apressada, o que realmente desaponta. Mas se você quer conhecer um dos personagens que inspirou Megaman, não deixe de conferir Casshern.

Assista Neo-Human Casshern (Italiano – 15 episódios)

Assista Casshern: The Robot Hunter

Assista Casshern o filme

Assista Casshern Sins

Gatchaman – A série mais longa da Tatsunoko, com 105 episódios ao todo. Gatchaman é a história de cinco adolescentes membros do Science Ninja Team, que lutam contra a organização maligna Galactor, que deseja dominar o mundo. Essa série lembra bastante o modo Power Rangers de ser: o mundo está em paz, Galactor cria um monstro-robô-gigante-que-destrói-uma-cidade-inteira-e-mata-milhões-de-pessoas, o Science Ninja Team aparece e salva o dia, yay!

Apesar da fórmula batida, Gatchaman é extremamente divertido: Os personagens, principalmente Ken the Eagle, Joe “Bird Missiles” the Condor e Jun the Swan (os três presentes no jogo), são carismáticos, e as cenas de luta são variadas, indo do combate aéreo contra monstros gigantes ao corpo-a-corpo contra os capangas da Galactor. Mas o que realmente diverte em Gathcaman são as bizarrices na história de cada episódio.

Em um deles, por exemplo, Galactor tenta dominar o mundo roubando um recurso fundamental para a vida moderna: açúcar! Sem nada doce para comer, as crianças vão entrar em pânico, e conseqüentemente os adultos também, e o mundo vai entrar na era do CAOS, MWAHAHAHAAHAHHA! Se você procura um anime com ação e com uma história que se leva a sério, mas que no fim das contas é muito engraçada, Gatchaman é a sua escolha.

Assista Gatchaman (série completa, dublado em inglês)

PS: Recomendo a leitura dos comentários no Youtube, que sempre discutem as falhas na história de cada episódio, além da obsessão de Joe the Condor em atirar Bird Missiles em tudo o que vê pela frente.

Karas– Karas é um OVA de seis episódios lançado em 2004, que conta a história de Otoha, um humano que se torna um Karas, protetor da cidade de Shijuku, cuja função é manter o equilíbrio entre o mundo humano e o espiritual. Espíritos malignos conhecidos como Mikuras estão atacando a cidade sob as ordens do misterioso Ekou e perturbando o equilíbrio, e Karas deve acabar com essa palhaçada. A história dessa série é confusa nos primeiros episódios, e ela sofre um pouco devidos às muitas histórias paralelas, como a dos detetives que querem provar que youkais (espíritos) existem, mas ela consegue manter um suspense e cativar o espectador.

No entanto, a história em Karas é o de menos: as belíssimas seqüências de ação, que misturam cenários bidimensionais com personagens tridimensionais (Karas e os Mikuras) são simplesmente fantásticas. Destaque para a batalha final do anime, que dura praticamente o último episódio inteiro e é de tirar o fôlego.

Assista Karas (série completa, áudio em japonês/legendas em português)

Tekkaman– Space Knigth Tekkaman é basicamente a luta dos humanos bonzinhos contra os aliens malvados. Uma raça alienígena está tentando invadir a Terra, e Barry Gallagher, ao se transformar em Tekkaman, tem sua força ampliada para lutar contra os extraterrestres.

Assista Tekkaman (dublado em inglês,13 dos 26 episódios)

Assista Tekkaman (dublado em italiano, série completa)

Tekkaman Blade – Essa série é simplesmente incrível, e Tekkaman Blade já é o meu personagem favorito da Tatsunoko. Apesar de ter semelhanças com o antigo Tekkaman, como o robô Pegas, a série Blade (lançada em 92) tem uma premissa completamente diferente: a Terra foi subitamente atacada por aliens chamados Radam, e os humanos não tem como combatê-los.

O único que pode deter os Radam é D-boy, um garoto misterioso que pode se transformar no poderoso Tekkaman Blade. Não se engane com esse resumo; Tekkaman Blade é muito mais complexo do que simplesmente a luta dos humanos bonzinhos contra os aliens malvados. Um general do exército, tão vilão quantos os Radam, não se importa em sacrificar milhões de seres humanos para matar os aliens; D-boy não luta para salvar a Terra porque ele é nobre, e sim porque ele tem um ódio gigantesco contra os Radam.

Além disso, essa série é bem realista: D-boy não é nenhum super-homem, e ao longo da série ele vai adquirindo fraquezas devido às limitações de seu corpo, e seus inimigos exploram estas fraquezas ao máximo. Não quero dar muitos detalhes sobre a história dessa série, pois ela realmente é muito boa e vale a pena conferir cada episódio.

Assista Tekkaman Blade (série completa/áudio japonês/legendas em inglês)

Assista Tekkaman Blade (série completa/áudio japonês/legendas em espanhol)

PS: a tradução em inglês desta série é muito boa até o episódio 38. Depois disso, as legendas ficam péssimas. Após o episódio 38, é melhor baixar com legendas em espanhol.

Polimar – Takeshi Yoroi é aparentemente apenas o ajudante preguiçoso de um detetive trapalhão, mas sua identidade secreta é Polimar, um herói mestre em artes marciais e que pode se transformar em muitas coisas devido a sua roupa especial, como um submarino e uma nave.

Ainda não assisti muito desse anime, mas Polimar é uma série interessante por ter todo esse clima de investigação policial, além de ser um pouco mais descontraído que as outras séries: o detetive Jo Kumura, para quem Takeshi trabalha, admira Sherlock Holmes, mas não chega a conclusão alguma sem a ajuda de seu assistente, e o cachorro da dupla é o narrador da série.

Assista Polimar (série completa – dublado em italiano)

Yatterman – Não consegui encontrar a série original de Yatterman, mas um remake dela está sendo exibido no Japão. Infelizmente, só três episódios foram legendados por fãs até agora, e não há previsão se a tradução vai continuar. Não assisti Yatterman porque só três episódios é sacanagem, mas para quem quiser conferir, segue o link:

Assista Yatterman (Três episódios – legendas em inglês)

Bom, isso foi tudo que eu encontrei sobre os personagens da Tatsunoko (não consegui achar nada sobre Gold Lightan e Ippatsuman); se alguém souber onde encontrar as séries mais antigas e outras dublagens que não sejam em italiano (não sou fluente no idioma, então peno bastante para assistir) poste nos comentários! Nos vemos semana que vem, nas partidas online de Tatsunoko Vs. Capcom!

O mal do século XXI – parte 1 janeiro 24, 2010

Posted by Carlos in Cultura Gamer, Humor, Reflexão.
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Um mal assola a humanidade no raiar da segunda década deste século. Especialistas relatam que a doença é silenciosa a princípio, só revelando seus sintomas em estágio avançado, quase terminal. Seu nome técnico é vicius incontrolábilus e é composta por um número de males menores.

Neste post, JoguEpense conseguiu entrevistas exclusivas com viciados e recuperados da droga FF, parte da vicius. A sigla é inteligente: quer dizer tanto Fast Forward como Final Fantasy. A primeira expressão é a droga em si: vendida por sujeitos chamados “emuladores”, ela causa aceleração artificial em jogos, aumento de FPS e diminuição dos reflexos. E FF serve também para Final Fantasy porque este jogo é o que comumente serve de entrada para novos viciados, com seus encontros aleatórios e sistema de levelup que privilegia o grinding.

A seguir, os depoimentos.


“Quando eu usei ela pela primeira vez, não pareceu nada demais. Lembro até hoje, foi com uma versão beta do Zsnes. Estava jogando Final Fantasy V, logo antes de um chefe difícil demais. Ela facilitou minha vida gamer, deixou tudo mais rápido, eu ganhava níveis com rapidez e passava pelos diálogos chatos sem demora. Derrotei o chefe em 20 minutos. Parecia bom, parecia inocente. Mas, com o tempo, as coisas ficaram sombrias.” V.C. Ado

“Acredito que o filme ‘Click’, aquele com o ator chato [Adam Sandler], mostra bem a sensação. Começou nos emuladores, mas agora é na vida. Dá uma vontade louca de acelerar as partes chatas, como as cutscenes da minha namorada ou os loading times no banheiro. Nessas horas eu me vejo apertando a tecla ‘ [botão padrão para a função FF] num teclado virtual. Eu sei, cara, que no filme ele aprende e tal, eu sei que ele errou. Eu aprendi com isso também. Mas… mas, eu quero, eu preciso dela, é mais forte do que eu.” Paulo D.V.D.

“Nos primeiros anos eu não via problema em só usá-la em emuladores de Snes ou Gba. Mas agora não consigo jogar Gears of War no meu Xbox 360 sem apertar o atalho ‘. Estou importando um computador melhor dos states para rodar meu Gears em emulador, quem sabe consigo uns 150% de velocidade.” João “Joypad” Marques

“Você não imagina o que é começar a utilizá-la em RPGs com batalhas aleatórias difíceis e agora usar no Guitar Hero é tenso estou começando a falar rápido as pessoas não acompanham meu raciocínio como faço para elas me entenderem é culpa minha por acaso se penso muito rápido acho que não deve ser só um sinal da evolução humana isso sim é verdade sou o próximo passo do ser humano Homo Sapiens Sapiens Accelerus [não conseguimos transcrever o restante, nos desculpem].” Cláudia “Aeris Ganhaborough”

“Atualmente uso com moderação, somente com Rock Band. Tudo mudou quando conheci a Bia. Ela passou por umas fases complicadas também, não, ela não usou a FF nessas fases! De qualquer jeito, nos ajudamos. Por que uso só no Rock Band? Academia é muito caro. Conquistei a Bia tocando batera no expert 200%, ela adora meus músculos.” Luan Blu “Rayban”

No próximo post do dossiê vicius, tudo sobre a droga SS.

FicaDica – What is Tatsunoko? janeiro 23, 2010

Posted by Zé in Cultura Gamer.
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Tatsunoko vs Capcom, o mais novo crossover da Capcom, vai sair no dia 26 para o Nintendo Wii. É óbvio que a maioria dos gamers conhece os heróis da Capcom, mas quem são os personagens da Tatsunoko? Esse vídeo, feito pelo gamer Jew Wario, fala um pouco sobre a companhia e quem são os 12 lutadores da Tatsunoko que vão trocar sopapos com Megaman, Ryu, Viewtiful Joe e muitos outros.

[blip.tv ?posts_id=3132360&dest=-1]

Trailer de Tatsunoko vs Capcom