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AssitaEpense – Série Crepúsculo – Final dezembro 1, 2009

Posted by Zé in Reflexão.
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Stephenie Meyer, autora da série, afirmou que se baseou pouco na mitologia já existente sobre vampiros, pois ela queria “criar o seu próprio mundo”. Disso eu não tenho muita dúvida, pois se ela tivesse pesquisado a fundo (assistir ao filme do Drácula ou jogar Castlevania já ajudaria), talvez os personagens fossem mais interessantes, e a série, um pouco melhor. Ao invés disso, o que se percebe é que a saga Crepúsculo não é uma história sobre um amor quase impossível entre uma garota comum e criaturas míticas, e sim um conto impregnado de valores conservadores.

Os vampiros e lobisomens da série não passam de metáforas para o moralismo cristão da autora: Edward representa um ideal de amor do século XVII, no qual a castidade, o respeito e o sexo depois do casamento se sobrepunham ao desejo de ter a pessoa amada ao lado. O lobisomem Jacob, que ganha destaque em Lua Nova, da mesma maneira (e eu não estou brincando aqui, prestem bastante atenção no segundo filme e vocês vão perceber isto), simboliza a visão da autora em relação ao homossexualismo.

Por quê esse cara tem que ficar sem camisa o filme inteiro?

O que me deixa pasmo sobre tudo isso não é a existência desses valores na obra, e sim a facilidade com que as leitoras e leitores engolem isso, muitas vezes sem perceber. Se não houvesse criaturas mitológicas na obra para ilustrar isso, eu duvido que os livros fizessem tanto sucesso. Imaginem se ao invés de um vampiro, Edward fosse um garoto provinciano e normal que prega os ideais de respeito e castidade antes do casamento. A maioria das leitores super fãs de Edward e Bella provavelmente considerariam isso algo ultrapassado e estúpido.

Para terminar a minha cruzada de ódio em relação a essa série, uma última reflexão: o tipo de amor idealizado em Crepúsculo é realmente o que a maioria das mulheres deseja? Um amor no qual a pessoa ignore todo o mundo a sua volta, todas as outras pessoas importantes (família, amigos) para se dedicar exclusivamente à pessoa amada; no qual ela queira mudar (as milhares de vezes em que Bella pede para se tornar vampiro mostram isso) simplesmente para se adequar ao amado?

Fãs na estréia de Lua Nova. Por algum motivo, me lembrei da Zombie Walk...

Isso não é amor, é algum tipo de obsessão compulsiva. Amor é se sentir bem quando se está ao lado da pessoa, e torná-la parte da sua vida, não torná-la a sua vida. É o que eu acho, mas pelo visto, alguns milhões de garotas ao redor do mundo discordam de mim.

AssistaEpense – Série Crepúsculo – Parte 1 novembro 29, 2009

Posted by Zé in Reflexão.
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Fim de ano é complicado: provas e trabalhos finais nos sugam a energia e o tempo, como…vampiros de verdade!

Há alguns anos atrás, quando se falava em vampiros, a primeira coisa a vir na cabeça das pessoas eram seres da escuridão extremamente poderosos, mas que tinham um carisma e elegância que deixavam todos maravilhados. Os vampiros são criaturas tão queridas que diversos livros, filmes e games já foram produzidos sobre eles.Hoje, quando se fala em vampiros, qual a primeira coisa que vem à mente? A série Crepúsculo,  que se tornou um fenômeno gigantesco, principalmente entre as adolescentes.

Eu não consigo acreditar que uma série assim exista, e pior, que ela faça tanto sucesso. Mas antes de começar a falar dela, vou esclarecer que assisti aos dois filmes, Crepúsculo e Lua Nova. Não li os livros e nem vou ler, porque duvido que eles sejam melhores do que os filmes; eles devem ser apenas menos ruins.

Para quem nunca ouviu falar dessa série, um  sumário rápido: Bella é uma garota de 17 anos que se muda para a pequena cidade de Forks. Por ser extremamente chata e anti-social, ela não se enturma muito bem e blábláblá. Até o dia em que ela conhece Edward e se apaixona por ele. Mas o que Bella não sabia é que Edward é, TAN TAN TAN…um vampiro!

Ai, como o Edward é sexy, lindo e perfeito!

Basicamente a série se resume nisso: Edward ama Bella, mas por ser um vampiro, tem medo de sugar o sangue dela e matá-la, ao passo que Bella quer que ele a transforme em um vampiro, assim eles não teriam mais problemas. E sim, isso rendeu quatro livros e vai render mais dois filmes, cada um com DUAS HORAS de duração cada.

A premissa da história não é de todo ruim, admito. O problema dessa série, na minha opinião, são os personagens. Edward e Bella estão longe de ser o casal mais “fofo” já criado, e por favor, não comparem  eles com Romeu e Julieta, ninguém merece. Pelo contrário, eles são desinteressantes ao extremo. Bella é uma garota imatura que só sabe reclamar da vida; ela é amada pelo pai, os amigos da escola tentam fazer de tudo para ela se enturmar a todo momento, mas ela os rejeita. O que importa para ela é Edward, e para ficar com ele ela estaria disposta a deixar toda sua vida e pessoas que a amam de lado.

Mas Edward ganha o troféu de personagem mais irritante e chato já criado no universo. Para começar, ele é um vampiro que não tem nenhuma das características que qualquer um conhece dos sugadores de sangue. Extremamente poderoso? Por enquanto, só vi ele apanhar, e feio. Carismático e elegante? Sem chance!

Você vai querer socar essa carinha linda ao ver os filmes

O único motivo de Lua Nova ser um filme melhor que Crepúsculo é que Edward só aparece no começo e no fim do filme. Quando uma série tem como protagonista um personagem que você quer que morra a cada segundo, há algo de muito errado. Além disso, mencionei que ele não explode quando exposto ao sol, e sim brilha como purpurina?

Para quem viu os filmes e ficou indignado com o modo que os vampiros foram tratados, duas dicas para se “purificar”: assistam o genial Drácula de Bram Stoker, de Francis Ford Coppola, ou joguem o bom e velho Castlevania. Esses sim são vampiros de verdade!

Edward, aprenda alguma coisa com esse cara aqui

A parte dois, na qual vou falar um pouco sobre a autora, vem na terça-feira, até lá!

Hum, Miolos! outubro 27, 2009

Posted by Zé in Humor.
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Zumbis. Se tem um tipo monstro que está presente desde os primórdios dos games e que sempre foi querido pelos gamers é esse comedor de miolos. Mas os zumbis nem sempre foram medonhos e poderosos, como conhecemos hoje. Confira a evolução dos zumbis nos games, do NES ao Playstation 3:

Castlevania (NES) – Se você já apanhou alguma vez para esses zumbis, desista de jogar videogame. Os zumbis modernos consideram esse ancestral antigo como uma vergonha para a espécie, pois eles são os primeiros inimigos que você vai encontrar no jogo, e tudo o que fazem é levantar do chão e andar de encontro ao seu chicote.

castlevania_nes_03

Earthbound (SNES)- A cidade de Threed em Earthbound é com certeza uma das partes mais hilárias do jogo. O local foi tomado por criaturas malignas, como espectros que vivem em latas de lixo, bonecos de madeira que ganharam vida e, é claro, zumbis. Como salvar a cidade e sua população? Exorcismo, armas sagradas, sacrifícios humanos? Nada disso, pois estamos falando do RPG mais escrachado de todos os tempos: a forma de derrotá-los é utilizando o Zombie paper, uma cola que atrai e prende todos os zumbis em uma tenda de circo. É simplesmente impagável ver um monte de zumbis colados no chão amaldiçoando você, pois eles não terão a chance de “aproveitar a morte deles ao máximo” agora que estão presos.

PseudoZombie_Attack

Mas os filhos desses zumbis aprenderam a lição, e retornaram de forma espetacular em…

Resident Evil (Playstation)- Após os maltratos nos games de 8 e 16 bits, os zumbis resolveram se vingar e mostrar do que são capazes! Os zumbis de Resident Evil com certeza foram os primeiros a assustar gamers a ponto deles desligarem o videogame de medo sem mesmo se preocuparem em salvar o jogo (experiência própria…). Resident Evil trouxe zumbis realistas, aterrorizantes e que só se importavam com uma coisa: comer o seu delicioso cérebro. Some a isso o fato de que os personagens principais não tem muito poder de fogo (e muito menos zombie paper) e você tem um jogo claustrofóbico, no qual o medo impera a cada porta aberta.

Zombie RE

Nazi Zombies – Call of Duty World at War (Xbox 360, Playstation 3)- Eu posso até imaginar o que se passou na cabeça das pessoas que desenvolveram esse mod para Call of Duty: “matar nazistas é legal, matar zumbis é legal, então por que não matar zumbis nazistas?” O melhor de tudo é que esse modo é extremamente divertido, principalmente jogando com uma amigo: no começo é tranqüilo defender sua base, mas depois de alguns rounds os zumbis literalmente brotam do chão, e antes que você perceba, já está cercado por eles e morre. Eu e um amigo não passamos do round 8, e você?

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Essa pequena lista mostra que os zumbis são mais inteligentes do que parecem: eles aprenderam com os erros de seus antepassados, e agora se tornaram mais fortes e assustadores. O que o futuro reserva para os zumbis? Com certeza miolos, muitos miolos…