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Games que relembram a infância – Final outubro 19, 2009

Posted by Zé in Reflexão.
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Para a última parte desse especial nostalgia, escolhi um game que representa o que é ser uma criança por dentro, não importa qual seja a sua idade. A prova disso? Esse game foi lançado em 1990 para o NES, portanto, é bem velho, mas ele não perdeu a sua capacidade de encantar e divertir. Então pegue seu urso de pelúcia, seu cobertor e se divirta com:

Little Nemo: The Dream Master

Esse jogo é baseado em uma série de tiras criadas pelo cartunista Winsor McCay, intitulada Little Nemo in Slumberland, publicadas nos jornais americanos de 1905 a 1914. As tiras contam a história de Nemo, um menino de sete anos, que toda noite ao pegar no sono recebia a visita de um mensageiro de Slumberland, que o informava que a princesa do local queria brincar com ele.

Para chegar lá, Nemo tem que passar por situações estranhas, como ter que atravessar uma floresta sem encostar em nada, ou ver o seu quarto se transformar em um mar, de  onde uma baleia surge para tentar levá-lo para a terra da soneca. No entanto, as coisas nunca dão certo, e o garoto acaba despertando antes de chegar a Slumberland.

deve ser legal ter uma cama voadora

deve ser legal ter uma cama voadora

O jogo segue a mesma história das tirinhas, e Nemo vai ter que passar por florestas, oceanos, as ruínas de uma cidade nas nuvens, sua própria casa e o meu favorito, uma casa de brinquedos, para poder chegar a Slumberland. Diferente da maioria dos jogos de plataforma da época, Little Nemo não é linear, e para terminar as fases, é preciso explorar cada canto. Há uma porta trancada ao final de cada estágio, e para abri-la, você tem que encontrar todas as chaves espalhadas pelo cenário.

Entretanto, Nemo é só um garoto de sete anos que anda por aí de pijamas e carregando doces, como ele vai coletar todas as chaves sem nenhuma habilidade? A resposta é simples: com a ajuda de certos monstros espalhados pelas fases. Algumas criaturas são amigáveis, e quando Nemo joga doce para elas, ele pode montar nessas criaturas e ganhar novas habilidades. A abelha, por exemplo, permite que Nemo voe, enquanto a toupeira pode escavar a terra.

O grande mérito de Little Nemo: The Dream Master é que ele é um jogo despretensioso: ele não tem uma história épica ou personagens com personalidades complexas; é apenas um jogo sobre um garoto de pijamas vivendo as suas fantasias, e é exatamente isso o que ser criança significa: viver seus sonhos e sempre se divertir. Um feliz dia das crianças atrasado para todas as crianças, tenham elas sete ou setenta anos!

Assim como Nemo, vou dormir agora. Está tarde e minha vida de adulto me espera amanhã!

Assim como Nemo, vou dormir agora. Está tarde e minha vida de adulto me espera amanhã!

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Games que relembram a infância – Parte 4 outubro 18, 2009

Posted by Carlos in Reflexão.
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Tem como não gostar?

Tem como não gostar?

Todo mundo que não viveu num bunker subterrâneo nos últimos sete anos conhece a franquia Kingdom Hearts. Logo de cara, a voz lesada do Pateta exclamando “Sóuraaa!!” vem à cabeça; lembramos do atrapalhado Donald comprando briga; fica forte a memória da sombria Organization XIII e de seus membros marcantes.

Disney e Square? Em 2002, poucos gamers sérios achavam que a combinação “contos de fada infantis e coloridos” e “RPGs épicos e grandiosos” pudesse dar certo, mas Kingdom Hearts surgiu tentando agradar gregos e troianos e… conseguiu. Como? A jogabilidade é sólida, os gráficos são bons até hoje e a trilha sonora é caprichada. Essa soma fez até o gamer mais hardcore e sem infância colocar o DVD na bandeja do console. Tanto os jogadores mais jovens como os mais antigos foram atraídos pelo universo Disney. Já os jogadores mais adolescentes, que tinham certa aversão pela infantilidade das criações do velho Walt, encantaram-se pela extensão do jogo, salpicado de side-quests.

A franquia Kingdom Hearts conseguiu (e consegue) provar duas coisas: primeiramente, é sim possível conciliar dois universos aparentemente distintos e de carona conquistar muito$ jogadore$; também, essa união de mundos renova ambos e os amplia: hoje é quase cool gostar de Disney e os RPGs transbordam magia se quiserem.

Onde está a chave disso tudo? Na Keyblade do Sora No fato do primeiro jogo ser bom e de os produtores terem o cuidado de manter o padrão de qualidade com o tempo – o que demonstra respeito com os fãs fervorosos.

Games que relembram a infância – Parte 1 outubro 15, 2009

Posted by Zé in Reflexão.
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Dia das crianças, 12 de outubro. Quando eu era um pirralho, essa era a minha data favorita depois do meu aniversário: nada de escola, presentes, a família unida, presentes, o que mais uma criança podia querer? É engraçado que essa data não tenha mais nenhum significado para mim, é apenas um feriado normal como qualquer outro. Realmente, crescer é um saco.

Por sorte, existem alguns games que, não importa o quão velho estamos, nos fazem relembrar o que era ser criança, alguns games que, no momento em que você começa a jogar, te levam de volta a uma das melhores épocas da sua vida, na qual não havia muitas responsabilidades, os problemas do mundo não importavam nem um pouco, e o mais importante de tudo, a TV Manchete existia para alegrar os nossos dias.

Esta série de posts é um oferecimento de Peter Pan, o menino que aproveita o dia das crianças todo ano. Sortudo...

Estes posts são um oferecimento de Peter Pan, que aproveita o dia das crianças todo ano. Sortudo...

Pensando nisso, decidi falar sobre os games que me fazem sentir como uma criança; games que, como alguns adultos, não envelhecem por dentro, tendo sempre aquele espírito inocente e divertido das nossas infâncias. E o primeiro game de que vou falar é…

Final Fantasy Fables: Chocobo Tales (Nintendo DS)

Quando eu ouvi falar desse game pela primeira vez, confesso que imaginei que era um jogo feito apenas para ganhar dinheiro em cima do nome Final Fantasy. Um jogo no qual o personagem principal é um chocobo? Fala sério, que besteira! Felizmente eu estava enganado, pois esse game é tão bom que não consegui parar de jogá-lo (algo que nem mesmo os remakes de FF III e IV para o DS conseguiram fazer…); o ditado “não julgue um livro pela capa” não poderia ser mais apropriado nesse caso.

A história começa com a maga branca Shirma e o mago negro Croma, que vivem em uma ilha com muitos chocobos, protegida pelos cristais dos quatro elementos. Croma voltou de sua última jornada trazendo um livro misterioso, e ao abri-lo, ele liberta o mal supremo do mundo que estava selado no livro: o mestre da trevas Bebuzzu, que suga todos os seus amigos chocobos no livro. Bebuzzu ainda está fraco, e para restaurar seu poder, deve destruir os quatro cristais. Cabe a você, o único chocobo que restou, salvar a ilha e o mundo.

A história não é grande coisa, mas a intenção é exatamente essa: o game sabe disso ao ponto de tirar sarro em momentos dramáticos do jogo. Em uma determinada parte, um dos personagens diz algo como “essa história está chata, a gente precisa de uma mudança no enredo!” Mas o que realmente diverte nesse game é sua jogabilidade. Para avançar no jogo, é preciso entrar em diversos livros de contos de fadas, que perderam os seus finais por causa do poder maligno de Bebuzzo, e restaurá-los ao que eram antes.

Revivendo a infância no estilo Final Fantasy!

Revivendo a infância no estilo Final Fantasy!

Esses contos de fadas são conhecidos de todo mundo, mas tem o charme da série Final Fantasy: prepare-se para participar da corrida entre a tartaruga e a lebre, digo, entre o adamantoise e cactuar, ou desça rapidamente do pé de feijão após roubar o Titan. Cada um desses contos é um minigame diferente, no estilo Mario Party, que contam geralmente com dois modos: Time Trial e competição contra os chocobos malignos. Sempre que um desses modos é concluído, você é recompensado com cards de monstros, que são usados em batalhas estilo Yu-Gi-Oh! para derrotar os chefes do jogo, e o conto de fadas ganha um final diferente. Cada conto tem até três finais diferentes, um mais divertido do que o outro!

Com uma história que tem o intuito de apenas divertir, minigames que utilizam muito bem as capacidades do DS, um sistema de batalhas por cards divertido e intrigante (é possível duelar online contra outros jogadores) e muitos contos de fadas que fizeram parte da infância de todo mundo, Chocobo Tales é um título mágico, que faz jus ao “Fantasy” no nome. Apesar do visual infantil e de parecer “bobinho”, esse jogo com certeza agrada muito marmanjo que sente saudades de sua infância.

Marmanjo após jogar Chocobo Tales

Marmanjo após jogar Chocobo Tales

Amanhã tem mais, se preparem para as aventuras do menino amarelo mais querido do mundo!