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Quem nunca pirateou, que atire a primeira pedra julho 1, 2010

Posted by Zé in Reflexão.
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Nada melhor para marcar o retorno desse blog do que falar de um assunto que vai ser sempre polêmico: a pirataria de games. No Brasil, a combinação pirataria e Playstation 1 foi a grande responsável em popularizar os games, e até hoje a pirataria é muito forte aqui devido aos impostos absurdos que são cobrados nos games (para saber um pouco mais sobre os impostos, assista a entrevista que fizemos com a jornalista Flávia Gasi, ela vai explicar muito melhor do que eu).

Os preços dos games são tão inflados no Brasil que, com o que se pagaria em um jogo original, pode-se comprar mais de 10 jogos piratas. Hoje em dia, a pirataria ainda é mais ampla: quem tem acesso a Internet banda larga pode simplesmente baixar qualquer jogo de qualquer console (exceto PS3, que ainda não foi Hackeado), gravar em um DVD ou simplesmente colocar em um pen drive, colocar no videogame e jogar.

Eu sei que é óbvio, mas eu tinha que colocar ele aqui

Diante disso, as empresas de games tem alguma chance de combater a pirataria? Um caso que aconteceu na semana passada mostra que a resposta é um sonoro não. O site Romulation (http://romulation.net),  famoso por hospedar ROMs e ISOs de vários sistemas, como N64, PSX, GBA e Nintendo DS, recebeu uma carta da ESA (Entertainment Software Association), representante de grandes companhias de games, na qual pedia que todos os jogos de DS deixassem de ser hospedados no site; caso não fizessem isso, os donos do site seriam processados e poderiam ir para a cadeia.

Obviamente, as ROMs de DS foram removidas, mas não é por isso que gamers do mundo inteiro vão deixar de baixar ROMs: uma simples pesquisa no Google revela pelo menos mais três sites que disponibilizam os mesmos jogos, e nos fóruns do Romulation um usuário criou um tópico no qual está subindo todos os games de DS em sites como Megaupload. Ou seja, a ação das grandes companhias de games no sentido de censurar a pirataria na Internet não adianta coisa alguma. Além de sites como Romulation existirem aos montes, é possível encontrar os jogos via Torrent, e por aí vai…

Não vou ser hipócrita para dizer que a pirataria é errada, que todos que baixam jogos da Internet ou conseguem seus games de outras formas devem ser punidos e blábláblá. Se não fosse pela pirataria e emulação de jogos, eu provavelmente não teria jogado muitos games interessantes.

Eu nunca teria jogado Chrono Trigger não fossem os emuladores

Além disso, voltamos à questão dos preços: comprar games originais é muito bom; você valoriza o jogo, pois investiu dinheiro nele, ao contrário de uma ROM, que vai ficar armazenada em uma pasta com mais um milhão de ROMs. No entanto, é muito difícil acompanhar uma indústria como a dos games, na qual novos games são lançados a todo momento para diversas plataformas. O clássico da semana passada hoje já foi esquecido, e gastar mais de 200 reais em um game por semana, ou até por mês, é algo impensável para muitas pessoas (eu incluso).

Então, como as empresas de games podem lidar com essa questão sem censurar os gamers que baixam ROMs? Em primeiro lugar, pensando no Brasil, diminuir os impostos dos games, o que abaixaria os preços consideravelmente e incentivaria muitos gamers a comprarem jogos originais.

As empresas também deveriam mudar seu posicionamento. Assim como a indústria da música e dos filmes sofreram (e ainda sofrem) com a pirataria, a indústria dos games tem que perceber que acabar com a pirataria é impossível: se há a possibilidade de conseguir jogos de graça, muitas pessoas vão baixá-los, não importa se o novo jogo de PS3 custe 250 ou 10 reais; mas se o custo de um game original for menor e se tornar acessível para as pessoas, a pirataria diminui e o número de games originais comprados aumenta.

Quando tiver uma dessas, penso em compar só games originais

Além disso, pensar que a pirataria vai acabar com os games é bobagem; a pirataria é um mero arranhão em uma indústria gigantesca: em 2008, a indústria de games faturou 22 bilhões de dólares apenas nos Estados Unidos.

E você leitor, qual a sua opinião sobre a pirataria de games?

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O mal do século XXI – parte 1 janeiro 24, 2010

Posted by Carlos in Cultura Gamer, Humor, Reflexão.
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Um mal assola a humanidade no raiar da segunda década deste século. Especialistas relatam que a doença é silenciosa a princípio, só revelando seus sintomas em estágio avançado, quase terminal. Seu nome técnico é vicius incontrolábilus e é composta por um número de males menores.

Neste post, JoguEpense conseguiu entrevistas exclusivas com viciados e recuperados da droga FF, parte da vicius. A sigla é inteligente: quer dizer tanto Fast Forward como Final Fantasy. A primeira expressão é a droga em si: vendida por sujeitos chamados “emuladores”, ela causa aceleração artificial em jogos, aumento de FPS e diminuição dos reflexos. E FF serve também para Final Fantasy porque este jogo é o que comumente serve de entrada para novos viciados, com seus encontros aleatórios e sistema de levelup que privilegia o grinding.

A seguir, os depoimentos.


“Quando eu usei ela pela primeira vez, não pareceu nada demais. Lembro até hoje, foi com uma versão beta do Zsnes. Estava jogando Final Fantasy V, logo antes de um chefe difícil demais. Ela facilitou minha vida gamer, deixou tudo mais rápido, eu ganhava níveis com rapidez e passava pelos diálogos chatos sem demora. Derrotei o chefe em 20 minutos. Parecia bom, parecia inocente. Mas, com o tempo, as coisas ficaram sombrias.” V.C. Ado

“Acredito que o filme ‘Click’, aquele com o ator chato [Adam Sandler], mostra bem a sensação. Começou nos emuladores, mas agora é na vida. Dá uma vontade louca de acelerar as partes chatas, como as cutscenes da minha namorada ou os loading times no banheiro. Nessas horas eu me vejo apertando a tecla ‘ [botão padrão para a função FF] num teclado virtual. Eu sei, cara, que no filme ele aprende e tal, eu sei que ele errou. Eu aprendi com isso também. Mas… mas, eu quero, eu preciso dela, é mais forte do que eu.” Paulo D.V.D.

“Nos primeiros anos eu não via problema em só usá-la em emuladores de Snes ou Gba. Mas agora não consigo jogar Gears of War no meu Xbox 360 sem apertar o atalho ‘. Estou importando um computador melhor dos states para rodar meu Gears em emulador, quem sabe consigo uns 150% de velocidade.” João “Joypad” Marques

“Você não imagina o que é começar a utilizá-la em RPGs com batalhas aleatórias difíceis e agora usar no Guitar Hero é tenso estou começando a falar rápido as pessoas não acompanham meu raciocínio como faço para elas me entenderem é culpa minha por acaso se penso muito rápido acho que não deve ser só um sinal da evolução humana isso sim é verdade sou o próximo passo do ser humano Homo Sapiens Sapiens Accelerus [não conseguimos transcrever o restante, nos desculpem].” Cláudia “Aeris Ganhaborough”

“Atualmente uso com moderação, somente com Rock Band. Tudo mudou quando conheci a Bia. Ela passou por umas fases complicadas também, não, ela não usou a FF nessas fases! De qualquer jeito, nos ajudamos. Por que uso só no Rock Band? Academia é muito caro. Conquistei a Bia tocando batera no expert 200%, ela adora meus músculos.” Luan Blu “Rayban”

No próximo post do dossiê vicius, tudo sobre a droga SS.