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Games que relembram a infância – Parte 3 outubro 17, 2009

Posted by Zé in Reflexão.
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Zelda, Final Fantasy, Mario, Resident Evil, Megaman. São todas ótimas séries, com games memoráveis, mas nenhum destes games se compara ao jogo de que vou falar neste post, um jogo simplesmente épico e que marcou minha vida. Esse jogo não poderia ser outro senão:

Turma da Mônica em: O resgate (Master System)

Não estou brincando quando digo que este jogo é e sempre será o meu favorito. Os jogos da Turma da Mônica, lançados no Brasil pela Tec Toy (representante oficial da Sega na época), eram na verdade adaptações da franquia Wonder Boy. A Tec Toy fez isso com um monte de títulos, transformando ícones da nossa infância, como os personagens da TV Colosso e Chapolin nos personagens principais de diversos games.

Turma da Mônica em: O Resgate é a adaptação do quarto jogo da série Wonder Boy, conhecido originalmente como Dragon’s Curse. Na história original, o jogador começa controlando o personagem em sua forma humana e extremamente poderosa no castelo do dragão. Ao derrotar o dragão, porém, uma maldição transforma o herói em um monstro, e ele deve derrotar os outros inimigos para retornar à forma original. A cada chefe, sua forma muda, até que você consiga voltar ao normal.

A versão brasileira é igual em todos os aspectos, as únicas diferenças estão nos sprites  dos personagens principais e na história, que foi adaptada para incluir a turma, e que deixou o jogo muito mais legal: você começa controlando Mônica, e ao derrotar o dragão, o Capitão Feio a seqüestra; cabe aos outros personagens  resgatá-la. Cada personagem da turma equivale a um dos monstros na versão original, portanto o esquema é o mesmo: derrote um chefe com o Chico Bento e se transforme no Bidu, e assim por diante.

O melhor jogo de todos os tempos, PONTO!

O melhor jogo de todos os tempos, PONTO!

Pode parecer ridículo eu dizer que a versão modificada é melhor do que a original, mas pense bem: você, pirralho de sete anos, iria preferir jogar o jogo original, no qual você se torna um monte de monstros genéricos, como Lion e Piranha Man, ou iria preferir controlar personagens que faziam parte da sua vida e te divertiam muito, como Cebolinha, Magali e Anginho? Eu escolho a segunda opção, com certeza.

Versão brasileira ou não, vamos ao que torna esse jogo tão divertido, a sua jogabilidade. Você começa o jogo no controle de Chico Bento, e com ele poucas áreas do mundo estão acessíveis. O mundo vai se ampliando na medida em que outros personagens são adquiridos. Cebolinha, por exemplo, é o único personagem capaz de nadar, ao passo que Anjinho consegue voar.

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Achar fotos para jogos antigos não é fácil…

As dungeons do jogo são impressionantes por causa da diversidade dos cenários, e os gráficos coloridos só tornam a aventura mais interessante. Prepare-se para lutar em uma pirâmide egípcia, num navio pirata afundado e até mesmo em uma academia de ninjas secreta, enterrada nos confins da terra!

Explorar cada canto do mundo é fundamental, pois existem baús do tesouro, que muitas vezes te dão corações que aumentam permanentemente sua vida, dinheiro, usado para comprar equipamento, e magia, que é usada para atacar inimigos à distância. Há uma grande quantidade de lojas, que vendem armas, escudos e armaduras, que como em um RPG, aumenta os atributos dos personagens.

Turma da Mônica em: o resgate é um jogo extremamente divertido, que deve agradar tanto aos fãs de jogos de ação como os de RPGs. Além disso, controlar os personagens da Turma é muito interessante e vai fazer você se lembrar da época em que a Mônica batia no Cebolinha, e não beijava ele.

NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO!

NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO!

Continua amanhã, com um jogo que mistura duas franquias que você nunca imaginaria ver juntas!

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Ah, como eu adoro patches! outubro 12, 2009

Posted by Zé in Cultura Gamer.
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Confesso que não sou um grande fã de jogos de terror, mas se tem uma série que eu nunca joguei, mas sempre tive vontade, é Fatal Frame. O conceito do jogo é muito interessante e a história parece ser fantástica; portanto, quando eu fiquei sabendo do lançamento de Fatal Frame IV para o Nintendo Wii, pulei de alegria e pensei em comprar o jogo um dia. No entanto, a Nintendo, sem nenhuma explicação razoável, mostrou o dedo do meio para todos os fãs ocidentais da série e restringiu o lançamento do jogo apenas para o Japão.

Mas a Nintendo não contava com a astúcia dos fãs-hackers! Três gamers resolveram criar um patch para o jogo, que ao ser colocado em um cartão SD, faz com que o jogo seja traduzido para o inglês. O projeto está quase pronto, resta aguardar para saber se ele vai funcionar direito, mas é muito provável que sim, pois não é de hoje que fãs com conhecimento em japonês e habilidades para hackear um game criam patchs, que traduzem o complicadíssimo idioma japonês e nos permitem jogar pérolas que só ficaram por lá.

A resposta da Nintendo para os fãs de Fatal Frame

A resposta da Nintendo para os fãs de Fatal Frame

Em homenagem a esses fãs, fiz essa lista com os cinco jogos japoneses que eu mais gostei, e que só consegui jogar por causa dos patchs:

Tales of Phantasia: Foi por causa desse jogo que conheci o que era um patch. A série Tales of é uma das minhas favoritas de RPGs, e isso se deve graças a esse jogo. ToP é o primeiro jogo da série, e revoluciona em todos os aspectos: gráficos e trilha sonora ótimos para a época, história fantástica, com um final de cair o queixo, personagens interessantes e bem desenvolvidos, e um sistema de batalha que aboliu os tradicionais menus dos RPGs e colocou o jogador no controle direto do personagem. Simplesmente perfeito!

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Star Ocean: Esse jogo é tão bonito que não parece um jogo de Super Nintendo, parece ser feito para o Playstation. A história não é lá essas coisas, mas os personagens roubam a cena: a história da maioria deles é muito profunda e faz com que você se afeiçoe a eles. Junte a isso um sistema de batalha viciante, similar ao da série Tales, uma dificuldade absurda (prepare-se para horas e horas de level grinding se quiser terminar esse jogo…), e você tem um título e tanto. Um título, vale dizer, muito, mas muito melhor do que a versão para Playstation…até os gráficos são melhores.

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-Wonder Boy 6: Monster Lair IV: Nem tente entender o porquê do nome bizarro desse jogo, a série Wonder Boy tem uma história bem estranha quanto aos nomes dos jogos. Essa série me divertiu muito na época do Master System; aqui no Brasil, os jogos foram adaptados pela Tec Toy, e os personagens originais foram trocados pelos personagens da Turma da Mônica, o que na minha opinião tornou os jogos mais divertidos ainda! Essa série é a mistura perfeita de RPGs com jogos de ação, e Monster Lair IV é um dos melhores da série. As dungeons do jogo não são lineares como nos outros títulos, agora é preciso usar a cabeça para resolver muitos puzzles; e o jogo deixou de ser medieval para se tornar uma história à la As Mil e uma Noites. Além disso, pela primeira vez o Wonder Boy é uma Wonder Girl!

Wonder Boy VI - Monster World IV

-Mother/Mother 3: Diferente de certas pessoas que escrevem nesse blog, eu sei reconhecer quando uma série é boa, e Mother é simplesmente fantástico (Carlos, não me bata :P). Com apenas um título publicado no ocidente (Earthbound), Mother é uma série que se diferencia totalmente dos outros RPGs por sua simplicidade e humor, e é por isso que ela tem que ser reconhecida e jogada. Em qual outro jogo você tem NPCs que só falam besteira, inimigos bizarros, como hippies, fazendeiros gordos, carros desgovernados e alienígenas? Que eu saiba, só essa, e isso já é motivo suficiente para jogar esses títulos.

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-Final Fantasy V: Okay, eu sei que esse título foi lançado oficialmente em inglês para o Playstation, mas a versão do Super Nintendo nunca viu o ocidente, mas graças a um patch muito bem feito, eu pude jogar esse game. Com certeza é um dos melhores Final Fantasy, graças ao Job System, que permite uma customização ampla dos personagens por meio de diversas classes e habilidades, além de chefes que exigem mais do seu intelecto do que do poder de ataque dos seus heróis. Simplesmente um clássico dos RPGs.

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Isso conclui a minha lista. Um grande arigatô a todas as pessoas que se dedicam a traduzir games (na maioria das vezes sem ganhar nada com isso) para que nós possamos jogar o que não conseguiríamos!