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Crônica gamer #2 dezembro 6, 2009

Posted by Zé in Crônica Gamer.
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Muramasa: The Demon Blade. Já disse o quanto esse jogo é bom, bonito e incrível, mas existe um aspecto dele nada divertido. O combate é relativamente simples: o botão A é seu combo padrão com as espadas, B ativa as habilidades especiais de cada lâmina e o C troca as espadas. É claro que existem diversas variações para cada movimento, como golpes aéreos que podem ser executados, dentre outras coisas.

Esse sistema de combate foi alvo de muitas críticas por parte de reviewers profissionais, pois “é simples e fica repetitivo”. Na minha opinião, isso é besteira: Muramasa não tem a intenção de ser um jogo com lutas complexas, nas quais seja preciso memorizar uma lista com 3987589325785 golpes especiais para se dar bem. As lutas são rápidas e intuitivas, e isso é parte da diversão do jogo.

Como um game tão bonito e divertido...

O problema do sistema de combate reside, sim, em uma aspecto cruel: a única forma do seu personagem não ser atingido pelo inimigo é atacar incessantemente, pois assim os projéties são rebatidos; isso é fundamental na dificuldade ultra-mega-insane-hard do game, na qual se o seu personagem apanhar uma única vez, morre .

Então imagine a seguinte cena: em uma luta contra um chefe, na pior dificuldade, você estará atacando a TODO momento para não morrer. O botão A será pressionado centenas de vezes a cada luta, e se você morrer, o que é provável, pois os chefes são extremamente difíceis, terá de repetir o desafio e apertar o A mais e mais vezes. Resultado? Uma vitória na tela, mas na sua mão, uma tendinite dolorosa, maligna, que te impede de jogar qualquer coisa; a prova cabal de que você é um viciado em games.

pode causar isso?

Pois é, Muramasa me deu tendinite, e estou há duas semanas sem jogá-lo por isso. Portanto, fica a recomendação: antes de jogar este ou qualquer outro game que exija o pressionamento de um mesmo botão mil vezes por segundo, alongue um pouco, e jogue com moderação!

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O mundo louco de Muramasa novembro 16, 2009

Posted by Zé in Cultura Gamer.
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Há duas semanas atrás, comprei dois jogos novos para o Nintendo Wii, MadWorld e Muramasa: The Demon Blade (por isso o blog não foi atualizado ultimamente). Esses jogos não tem qualquer relação entre si quando se trata de jogabilidade ou história. Muramasa é um RPG de ação inspirado na mitologia e folclore japonês, e MadWorld é um beat’em up onde o que conta é matar seus oponentes da forma mais cruel e criativa possível.

No entanto, o aspecto em comum desses jogos, e o que faz deles algo diferente de todo o resto, é a estética. O visual de ambos, cada um a sua maneira, é primoroso, fugindo do padrão ultra-realista que vemos na maioria dos jogos de hoje. Nada contra esse estilo visual, os gráficos realistas dos consoles da nova geração são fantásticos, mas é bom ver algo diferente uma vez ou outra. Sem mais delongas, apresento o estilo de cada um desses jogos:

Muramasa: The Demon Blade

Muramasa é, com toda certeza, um dos games mais bonitos que já joguei. Sei que alguns podem virar a cara para o jogo por ele ter progressão em 2D,mas é exatamente nesse ponto onde Muramasa brilha. Em entrevista ao site GameTV, George Kamitani, criador do jogo, disse que para criar o estilo visual único do jogo, se inspirou em artistas como Kawai Gyokudo, Kaii Higashiyama, e Ito Jakuchi.

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Muramasa é o Chuck Norris dos games no quesito beleza

Okay, nunca tinha ouvido falar de nenhum desses caras, mas após ler a entrevista, fui atrás das obras, e é possível ver claramente a semelhança do estilo artístico de Muramasa com as pinturas. Por isso Muramasa funciona tão bem em 2D. O jogo é feito como se fosse uma gravura japonesa, e muitas vezes eu deixei o controle de lado para ficar olhando os cenários: as planícies verdejantes, o pôr-do-sol ou até mesmo o vento batendo numa plantação de trigo dão a sensação de se estar olhando para um quadro.

Junte a isso os personagens extremamente detalhados, em especial os chefes de fase, que chegam a ocupar a tela inteira, e você tem um jogo que, além de ser lindo, retrata o folclore japonês muito bem.

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Ah, pura poesia!

MadWorld

Se você já leu a HQ ou viu o filme Sin City, vai entender rapidinho o estilo visual deste game. MadWorld é um game que tem três cores principais: preto, branco e vermelho, e você não vai sentir falta do resto do arco-íris; isso é mais do que o suficiente para o banho de sangue que o jogo oferece.

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Ah, pura violência brutal e desenfreada!

Você pode matar seus inimigos das formas mais malucas possíveis nesse jogo, tudo depende da sua mente doentia. Prenda o seu inimigo com um pneu, atravesse uma placa de trânsito pela cabeça dele e finalize arremessando ele em uma parede cheia de espinhos (acredite, esse é o combo básico do game); se isso der muito trabalho, use a serra elétrica que fica no seu braço e corte seus inimigos em pedaços.

Na minha opinião, essa violência toda só funciona em MadWorld por causa do estilo visual. Se o jogo fosse ultra-realista ele seria, no mínimo, perturbador (fora a polêmica que os moralistas teriam feito em cima do título, vide o que aconteceu com Manhunt 2); a violência no jogo não choca, pelo contrário, ela diverte, pois tudo o que acontece é tão forçado e os inimigos que você enfrenta são tão bizarros, que é impossível não rir do que você está fazendo.

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Jack vai roubar seu coração...e esmagá-lo com apenas uma mão

Jogos como Muramasa e MadWorld provam que é possível criar formas artísticas diferentes nos games que funcionem tão bem (ou até melhor) do que o padrão realista. O mundo desses dois games é extremamente cativante, e grande parte disso se deve ao estilo artístico: MadWorld tem uma história incrível, contada como se fosse uma HQ, que me fez questionar diversas coisas da sociedade em que vivemos, e Muramasa apresenta aspectos da cultura e folclore japoneses, como deuses, monstros, e até pessoas reais, de um modo único e fascinante. Portanto, aguardem, pois ainda vou falar muito sobre esses games!