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Para que servem os games? fevereiro 23, 2010

Posted by Carlos in Games e arte, Reflexão.
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Um vídeo recente tem gerado polêmica e uma discussão muito saudável.

Chama-se My Gaming Resolution (algo como “Minha Promessa Gamer”). O criador começa a animação dizendo que não espera fazer a cabeça de ninguém com o vídeo, o que claramente é falso. Afinal, as palavas podem mentir, mas músicas melosas e estilo fofinho não.

Nâo gostei do vídeo, embora concorde com quase tudo o que ele diz. Nada melhor que assisti-lo, mas, para introduzir a discussão, seu esqueleto basta.

O gamer médio?

My Gaming Resolution é uma animação, de 5min36s, que defende que jogos eletrônicos são apenas entretenimento fútil. Eles só serviriam para algo quando ajudam na socialização, unindo pessoas com papo e calos em comum.

Os jogos seriam descartáveis, já que são consumidos somente para o prazer momentâneo – praticamente mascamos Halo e GTA. A exceção à regra, portanto, seria a atividade ao lado dos seus amigos.

A pergunta: “quanto tempo perdemos jogando?”

Entramos então nas estatísticas sobre games. Uma rápida googlada traz alguns dados essenciais. O conciso e didático site Video Game Statistics tem dados importantes. Alguns, surpreendentes: a idade média dos gamers seria de 32 anos e haveria mais jogadores com 50+ anos do que menores de idade (!?). O problema da página é que ela é tão bonita que obscurece o fato de não possuir referências… de onde tiraram os dados? Gameshark? Chuto que a pesquisa diz respeito ao público americano. De qualquer jeito, só vamos usar um dado: os gamers gastam em média 18h por semana apertando botões. Dá até para confiar neste número, mas usemos mais um, para garantir.

Um artigo do HardestLevel mostra uma pesquisa de 2008 sobre o mesmo tema. Diferente da outra, essa possui fonte. Agora, às contas, yay!

Para não gastar o dia procurando por números perfeitos, farei uma conta com os dois sites só. Segundo o bonitinho VGS, a média de tempo jogado (fora?) por semana é de 18h. A média do artigo é de 20,2 horas. 19 horas de jogatina a cada sete dias, então. Essa amostragem tem alguns problemas: ambos não consideram jogos de PC, além de se referirem somente aos gamers americanos. No fim, porém, é possivel ter uma ideia de quanto tempo os gamers passam jogando:

19h por semana;

76h por mês;

912h por ano.

Isso quer dizer passar 10.5% do ano jogando video game, 37 dias e 12h, um mês e uma semana.

Em um ano, isso dá 1.641.600 minutos ou 98.496.00 segundos, o suficiente para assistir ao Avatar 10.133 vezes, dar meia volta no mundo velejando ou ir a pé de São Paulo a Manaus (ok, sem pausas).

Nos comentários do vídeo a tônica parece ser “sou gamer mas sou normal, é só achar um equilíbrio”. Isso não muda o fato de que os números acima são assustadores, grandes demais. E claro que há os gamers hardcore! A mensagem do My Gaming Resolution é exatamente essa: “calma com os games, eles são fúteis se não envolverem amigos reais”.

Reflexões sobre a solidão numa linguagem inventada, em um pequeno mundo repleto de gigantes

É aí que eu discordo completamente da visão do MGR. Jogos eletrônicos não são somente futilidade, tampouco apenas objetos de consumo. Verdade que os games não nasceram com função social, longe disso. Contudo, eles têm um potencial artístico. O cinema nasceu sem saber exatamente o que era, ganhou uma linguagem própria com o tempo, depois ela foi destruída e hoje virou tudo uma salada (muito rentável). O mesmo acontece com os games, só que de forma mais rápida, tudo ao mesmo tempo. A arte nos games serve para eles venderem mais? A maioria das vezes sim, mas isso a invalida?

Se jogos são somente entretenimento, o que é a narrativa da saga Metal Gear e de Valkyrie Profile; a trilha sonora dos Final Fantasies; a ambientação de Resident Evils e Fallouts; a imersão de Deus Ex e Ace Combat; o humor em Earthbound e Katamari; a história de Chrono Trigger; a arte de Okami e Shadow of the Colossus… A emoção de Zelda: Ocarina? Essas criações e seus recursos não são passageiros.

Se games são só entretenimento fútil e efêmero, por que muitos gamers retomam os clássicos acima até hoje? São todos jogos que foram lançados em peso no mercado, nada de indie. Por um lado, iniciativas como Virtual Console do Wii e a rede PSN da Sony trazem jogos antigos e lucros novos. Por outro, se ainda há procura por eles, é porque têm algo de atemporal.

Por fim, há um dado que prova que games podem ser arte. Mais do que um dado, uma atitude: ser crítico a eles. O jogador (você!) pode pausá-los e tentar entender suas referências e influências, seus acertos e falhas, fazer relações e situá-lo num contexto. Isso pode não te ensinar a manejar uma espada, mas com certeza te deixa mais esperto.

O que você acha da discussão? Games podem ser arte? Ou são só um passatempo mesmo?

P.S.:Mais críticas ao site Video Game Statistics podem ser encontradas no Digg, com comentários sobre o site. Claro que a maioria é bobagem, como ressaltar que os dados não lembram o Campo Minado do Windows.

Segurando a tocha sem a ajuda do pai dezembro 17, 2009

Posted by Carlos in JogueEanalise.
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Ver cópias descaradas da família Diablo se tornou algo tão corriqueiro que nem espanta mais. Torchlight, também para o PC, não é exceção. Algumas críticas inclusive o situam como uma experiência pré-Diablo III, algo como um aquecimento, mas este não é o caso. Torchlight é um jogo consistente que, embora dependa do seu pai diabólico, consegue fazer nome sozinho.

Um mago poderoso que sumiu, uma caverna profunda com cristais e monstros, uma cidade em apuros. Essa é basicamente a história, ou seja: ela quase não existe. Os diálogos são curtos e não fogem muito do “Ei herói, o Cristal Brilhante foi roubado. Desça no andar 13 e o recupere, por favor. Sim, é para salvar o mundo”. A história é dispensável, e os criadores sabem disso. O jogador que quiser levelar loucamente vai levelar, e aquele que precisa de um pano de fundo mínimo para clicar que nem um maníaco, vai ter. Agora, quem precisa de um enredo complexo, melhor passar para o próximo.

Os gráficos são um tanto cartunescos. O mundo de Torchlight é coerente com isso: você não encontrará câmaras de tortura como em Diablo ou Planescape:Torment, porém os únicos pássaros que você verá não estarão cantando, e sim tentando te matar com suas garras. O 3D funciona bem, contudo, e os andares da dungeon única, gerados aleatoriamente, são repetitivos mas não ao ponto de serem irritantes. Os monstros são um ponto alto: novos aparecem com uma frequência agradável, então sem essa de ficar 40 andares vendo a mesma geléia, mas com cores diferentes. Já os monstros épicos (já falo deles), são exceção. Todos grandes e legais, mas dá a sensação de “basta!” logo, logo.

Ambientação é a palavra-chave da trilha sonora. Matt Uelmen foi o responsável pelas músicas. Ouvir um pouco das músicas já revela quem ele é: compositor da série Diablo que trabalhou na Blizzard até Wow: Burning Crusade.

Qualquer semelhança é mera influência

A jogabilidade é, provavelmente, o ponto forte do Tochinha. Aquele blablabla de mago e documentos perdidos existe só para justificar os cliques constantes. E se tem algo essencial a um jogo hack ‘n slash é que você não se canse de clicar que nem desesperado – pelo contrário, só se lembre da tendinite quando ela bater (exagero, viu? saúde primeiro).

Há três opções de personagens: o Alquimista, o Destruidor e a Vanquisher, que é melhor deixar em inglês porque “Conquistadora” ninguém merece. Depois de saber disso, olhar no manual do Diablo já explica o resto: cada classe possui uma tree skill bem simples mas mal explicada com três especializações.

O Alquimista pode estudar Arcane para magia, Lore para conjurar demoniozinhos e golems ou Battle para fingir ser um Destruidor; o Destruidor se desenvolve em Berserker porradão, Spectral mago ou um Titan meio-termo; nossa querida Vanquisher pode alocar seus pontos em Marksman (esquema tiro-ao-alvo), Rogue bandidona ou Traps, com armadilhas interessantes mas difíceis de usar. Além disso, todos possuem algumas skills em comum, como a Adventurer, que aumenta a Exp e Fama ganhas.

Todos as classes podem equipar quatro magias. Os vira-latas, duas.

O atributo Fama é uma das particularidades de Torchlight. Quando você mata um monstro épico, assinalado por cor de nome diferente, vida maior e lembranças mais traumáticas para o jogador, você ganha Fama, que serve de Exp para ganhar novos títulos. A cada nível novo, uma skill point nova. Há um sistema parecido com New Game+, sendo possível transformar chars antigos em itens para os mais novos. Outra ajuda gratuita é o Pet. Ele vem de fábrica, então você escolhe ele logo que cria o char, tendo as opções cachorro e… gato. Não bastasse o dilema (não escolha), eles são exatamente iguais quanto aos status. Pfff.

Seu Pet possui inventário próprio, com direito a equipar dois aneis e uma coleira colar. Talvez a função mais importante do bicho, fora o valor sentimental de colocar o nome do seu vira-lata nele (ah vai dizer que não pensou em fazer!), seja vender todos os itens na possessão do bichano enquanto você está na dungeon. Isso significa economizar muitos Town Portal e muita paciência. Outra grande sacada é não ter que pegar os golds no chão: é só pisar em cima que eles são recolhidos. Os indicadores agradecem.

Morrer traz três opções: quanto mais cômodo, mais caro. Tirando se seu personagem é do modo Hardcore, aí fedeu.

A ajuda trazida pelo Pet simboliza a grande proposta de Torchlight, com todas seus acertos e falhas. Torchlight é um jogo bem didático. Cada loading time (enormes, por sinal) traz uma imagem com um texto do tipo “Quando você ganha um nível, lembre-se de alocar os pontos de status”. Se a dungeon principal está difícil, é possível comprar mapas com inimigos mais fracos para treinar. A contradição é que ele não é necessariamente fácil. Meu Alquimista Zothar está surfando tranquilamente pelo jogo no Normal, mas isto porque mandei bem na escolha de Skills e dei sorte no equipamento. Os vendedores da cidade são muito mesquinhos e vender um Arco Único do Dragão Verde não te rende o suficiente para comprar 4 poções. Portanto, mesmo na reta final há uma incômoda sensação de falta de dinheiro.

Para quase todas as minhas reclamações, há uma salvação: a própria Runic, desenvolvedora do game, liberou uma ferramenta para fazer modificações no jogo (que iriam existir de qualquer jeito, mas foram facilitadas). Mais importante ainda, há uma comunidade empolgada para mexer no Tochinha, deixando ele melhor e mais funcional.

Por que Torchlight não é um Pré-Diablo III? Porque ele é, na verdade, um pré-RPG hack ‘n slash. Serve bem para quem tem muito tempo e pouca experiência. A interface ágil chamará a atenção dos veteranos mas, de resto, a falta de profundidade é the same old song. E mesmo a proposta do jogo não sendo a de ser um épico em 5 tomos, não custava colocar umas reviravoltas e personagens melhorzinhos né?

Links: ferramenta para facilitar instalação dos mods

Wiki do Torchlight

Crônica gamer #1 setembro 28, 2009

Posted by Zé in Crônica Gamer.
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Decidi criar essa sessao para falar sobre coisas curiosas relacionadas a games que ja aconteceram comigo (me desculpem pela falta de acentos nesse post, voces ja vao entender…). Quem quiser mandar sua historia para ser publicada aqui, escreva para joguepense@gmail.com

Sem mais delongas, vamos la:

Faz um tempo que o monitor do meu PC estava dando problema, era uma especie de mau contato e a tela ficava preta a todo momento.Hoje criei vergonha na cara e fui levar o monitor pra arrumar… Resultado: sem monitor por pelo menos 4 dias, logo, praticamente sem PC por esse tempo (posso usar de manha na faculdade e meu pai tem um notebook, mas ele so chega de noite).
Justo quando tenho que preparar um trabalho pra faculdade, e quando Chrono Cross esta tao divertido de jogar…E como estou escrevendo este post em casa, sem PC?

Estou postando por telepatia!

Estou postando por telepatia!

Facil (nem tanto): baixei o Internet Channel do meu Nintendo Wii para poder navegar na internet. Nao posso usar acentos para digitar, pois ele nao reconhece, e so da pra entrar em alguns sites (pelo menos posso entrar no meu proprio blog), mas esta quebrando um galho.

 Eu geralmente sou da opiniao de que consoles so servem para jogar os jogos, o resto eh firula para a gente gastar mais dinheiro…mas hoje eu estou agradecido de ter um Wii com este Internet Channel, por pior que ele seja!

O que aconteceria com meu PC se eu nao levasse pra consertar

O que aconteceria com meu PC se eu nao levasse pra consertar