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Salvar a princesa? E o que eu ganho com isso? dezembro 16, 2009

Posted by Zé in Cultura Gamer.
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Ah, Mario, como você é um herói incrível! Você atravessa cavernas, oceanos, desertos, luta contra hordas de inimigos e coleta 120 estrelas, tudo para resgatar a princesa Peach. E quando você finalmente consegue, qual a sua recompensa? Um beijo no rosto, um aperto de mão e agradecimentos encarecidos.

Por mais divertido que os jogos do Mario sejam, heróis bonzinhos como ele perderam muito do seu apelo para boa parte dos gamers quando estes amadureceram: era preciso criar um tipo diferente de herói para agradar este público. Sonic, com seu estilo e personalidade, apelava para os adolescentes; o soldado de Doom, que lutava por sua vida no inferno, era direcionado a um público mais adulto. Vendo que heróis canastrões eram muito queridos pelo público, as companhias de games começaram a criá-los aos montes.

Só porque não te incluí no último post você está bravo, Snake? Temperamental...

Assim surgiram os anti-heróis, estampados na capa de tantos jogos, que não se importam nem um pouco em resgatar a princesa, e quando a salvam, vão exigir uma recompensa muito maior que um beijo no rosto. Os anti-heróis são, de certa forma, o que todo homem gostaria de ser: esbanjam estilo, têm força para escapar das piores situações e muitas vezes tomam atitudes imorais, apenas para atingir seus objetivos.

O que faz os anti-heróis tão interessantes, no entanto, é o fato deles terem sentimentos muito humanos, diferente dos heróis nobres e bonzinhos, que sempre são…bem, nobres e bonzinhos. O Prince de Warrior Within é um homem tomado pelo desespero, que luta a cada segundo para alterar seu destino trágico; Kratos, de God of War, é atormentado por ter assassinado sua família, e a única coisa que o move é a vingança.

Careca, vingativo e mau. Vin Diesel uma ova, é KRATOS!

Isso cria uma identificação maior entre o jogador e o personagem, pois o anti-herói, assim como qualquer ser humano, tem o bem e o mal dentro de si, e ao longo da trama, faz escolhas às vezes condenáveis, às vezes admiráveis. Essa complexidade e realismo em um personagem provavelmente nunca será vista em um jogo do Mario…ou será que vaI?

MARIO ESMAGA!

É, realmente espero que não…

O mundo louco de Muramasa novembro 16, 2009

Posted by Zé in Cultura Gamer.
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Há duas semanas atrás, comprei dois jogos novos para o Nintendo Wii, MadWorld e Muramasa: The Demon Blade (por isso o blog não foi atualizado ultimamente). Esses jogos não tem qualquer relação entre si quando se trata de jogabilidade ou história. Muramasa é um RPG de ação inspirado na mitologia e folclore japonês, e MadWorld é um beat’em up onde o que conta é matar seus oponentes da forma mais cruel e criativa possível.

No entanto, o aspecto em comum desses jogos, e o que faz deles algo diferente de todo o resto, é a estética. O visual de ambos, cada um a sua maneira, é primoroso, fugindo do padrão ultra-realista que vemos na maioria dos jogos de hoje. Nada contra esse estilo visual, os gráficos realistas dos consoles da nova geração são fantásticos, mas é bom ver algo diferente uma vez ou outra. Sem mais delongas, apresento o estilo de cada um desses jogos:

Muramasa: The Demon Blade

Muramasa é, com toda certeza, um dos games mais bonitos que já joguei. Sei que alguns podem virar a cara para o jogo por ele ter progressão em 2D,mas é exatamente nesse ponto onde Muramasa brilha. Em entrevista ao site GameTV, George Kamitani, criador do jogo, disse que para criar o estilo visual único do jogo, se inspirou em artistas como Kawai Gyokudo, Kaii Higashiyama, e Ito Jakuchi.

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Muramasa é o Chuck Norris dos games no quesito beleza

Okay, nunca tinha ouvido falar de nenhum desses caras, mas após ler a entrevista, fui atrás das obras, e é possível ver claramente a semelhança do estilo artístico de Muramasa com as pinturas. Por isso Muramasa funciona tão bem em 2D. O jogo é feito como se fosse uma gravura japonesa, e muitas vezes eu deixei o controle de lado para ficar olhando os cenários: as planícies verdejantes, o pôr-do-sol ou até mesmo o vento batendo numa plantação de trigo dão a sensação de se estar olhando para um quadro.

Junte a isso os personagens extremamente detalhados, em especial os chefes de fase, que chegam a ocupar a tela inteira, e você tem um jogo que, além de ser lindo, retrata o folclore japonês muito bem.

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Ah, pura poesia!

MadWorld

Se você já leu a HQ ou viu o filme Sin City, vai entender rapidinho o estilo visual deste game. MadWorld é um game que tem três cores principais: preto, branco e vermelho, e você não vai sentir falta do resto do arco-íris; isso é mais do que o suficiente para o banho de sangue que o jogo oferece.

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Ah, pura violência brutal e desenfreada!

Você pode matar seus inimigos das formas mais malucas possíveis nesse jogo, tudo depende da sua mente doentia. Prenda o seu inimigo com um pneu, atravesse uma placa de trânsito pela cabeça dele e finalize arremessando ele em uma parede cheia de espinhos (acredite, esse é o combo básico do game); se isso der muito trabalho, use a serra elétrica que fica no seu braço e corte seus inimigos em pedaços.

Na minha opinião, essa violência toda só funciona em MadWorld por causa do estilo visual. Se o jogo fosse ultra-realista ele seria, no mínimo, perturbador (fora a polêmica que os moralistas teriam feito em cima do título, vide o que aconteceu com Manhunt 2); a violência no jogo não choca, pelo contrário, ela diverte, pois tudo o que acontece é tão forçado e os inimigos que você enfrenta são tão bizarros, que é impossível não rir do que você está fazendo.

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Jack vai roubar seu coração...e esmagá-lo com apenas uma mão

Jogos como Muramasa e MadWorld provam que é possível criar formas artísticas diferentes nos games que funcionem tão bem (ou até melhor) do que o padrão realista. O mundo desses dois games é extremamente cativante, e grande parte disso se deve ao estilo artístico: MadWorld tem uma história incrível, contada como se fosse uma HQ, que me fez questionar diversas coisas da sociedade em que vivemos, e Muramasa apresenta aspectos da cultura e folclore japoneses, como deuses, monstros, e até pessoas reais, de um modo único e fascinante. Portanto, aguardem, pois ainda vou falar muito sobre esses games!

 

Games que relembram a infância – Parte 3 outubro 17, 2009

Posted by Zé in Reflexão.
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Zelda, Final Fantasy, Mario, Resident Evil, Megaman. São todas ótimas séries, com games memoráveis, mas nenhum destes games se compara ao jogo de que vou falar neste post, um jogo simplesmente épico e que marcou minha vida. Esse jogo não poderia ser outro senão:

Turma da Mônica em: O resgate (Master System)

Não estou brincando quando digo que este jogo é e sempre será o meu favorito. Os jogos da Turma da Mônica, lançados no Brasil pela Tec Toy (representante oficial da Sega na época), eram na verdade adaptações da franquia Wonder Boy. A Tec Toy fez isso com um monte de títulos, transformando ícones da nossa infância, como os personagens da TV Colosso e Chapolin nos personagens principais de diversos games.

Turma da Mônica em: O Resgate é a adaptação do quarto jogo da série Wonder Boy, conhecido originalmente como Dragon’s Curse. Na história original, o jogador começa controlando o personagem em sua forma humana e extremamente poderosa no castelo do dragão. Ao derrotar o dragão, porém, uma maldição transforma o herói em um monstro, e ele deve derrotar os outros inimigos para retornar à forma original. A cada chefe, sua forma muda, até que você consiga voltar ao normal.

A versão brasileira é igual em todos os aspectos, as únicas diferenças estão nos sprites  dos personagens principais e na história, que foi adaptada para incluir a turma, e que deixou o jogo muito mais legal: você começa controlando Mônica, e ao derrotar o dragão, o Capitão Feio a seqüestra; cabe aos outros personagens  resgatá-la. Cada personagem da turma equivale a um dos monstros na versão original, portanto o esquema é o mesmo: derrote um chefe com o Chico Bento e se transforme no Bidu, e assim por diante.

O melhor jogo de todos os tempos, PONTO!

O melhor jogo de todos os tempos, PONTO!

Pode parecer ridículo eu dizer que a versão modificada é melhor do que a original, mas pense bem: você, pirralho de sete anos, iria preferir jogar o jogo original, no qual você se torna um monte de monstros genéricos, como Lion e Piranha Man, ou iria preferir controlar personagens que faziam parte da sua vida e te divertiam muito, como Cebolinha, Magali e Anginho? Eu escolho a segunda opção, com certeza.

Versão brasileira ou não, vamos ao que torna esse jogo tão divertido, a sua jogabilidade. Você começa o jogo no controle de Chico Bento, e com ele poucas áreas do mundo estão acessíveis. O mundo vai se ampliando na medida em que outros personagens são adquiridos. Cebolinha, por exemplo, é o único personagem capaz de nadar, ao passo que Anjinho consegue voar.

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Achar fotos para jogos antigos não é fácil…

As dungeons do jogo são impressionantes por causa da diversidade dos cenários, e os gráficos coloridos só tornam a aventura mais interessante. Prepare-se para lutar em uma pirâmide egípcia, num navio pirata afundado e até mesmo em uma academia de ninjas secreta, enterrada nos confins da terra!

Explorar cada canto do mundo é fundamental, pois existem baús do tesouro, que muitas vezes te dão corações que aumentam permanentemente sua vida, dinheiro, usado para comprar equipamento, e magia, que é usada para atacar inimigos à distância. Há uma grande quantidade de lojas, que vendem armas, escudos e armaduras, que como em um RPG, aumenta os atributos dos personagens.

Turma da Mônica em: o resgate é um jogo extremamente divertido, que deve agradar tanto aos fãs de jogos de ação como os de RPGs. Além disso, controlar os personagens da Turma é muito interessante e vai fazer você se lembrar da época em que a Mônica batia no Cebolinha, e não beijava ele.

NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO!

NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO!

Continua amanhã, com um jogo que mistura duas franquias que você nunca imaginaria ver juntas!