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K.O. fevereiro 13, 2010

Posted by Zé in Humor.
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Minha cópia de Tatsunoko Vs. Capcom chegou esta semana, yay! Antes de mais nada, o jogo é simplesmente fantástico: é divertido, tem combos e supers extremamente exagerados e o desafio, tanto online quanto contra a AI do game, é sempre correspondente ao nível de habilidade do jogador. Agora, o que achei de ruim no jogo: eu sou PÉSSIMO nele. Hoje fiquei treinando um combo com Tekkaman Blade por mais de uma hora, e não consegui fazer direito ainda. Tentando entender o porquê de tamanha falta de habilidade, procurei no fundo de minha memória gamer e encontrei as respostas.

É difícil admitir quando um game é melhor que você, mas esse é o caso aqui.

Em primeiro lugar, perdi o costume de jogar games de luta como Tatsunoko. O último que joguei seriamente foi…hã…Street Fighter II, meu primeiro jogo de SNES (sim, meu Super Nintendo não veio com Mario Bros…) e provavelmente um dos games que mais joguei. É claro que ao longo dos anos dei uma jogada em um The King of Fighters aqui, um Mortal Kombat ali, mas foi sempre uma jogada casual, nunca tive vontade de me aprofundar nestes jogos. Isto causa meu primeiro problema com Tatsunoko: a falta de coordenação para realizar os combos, especialmente quando estes exigem uma precisão e um timing perfeito – demore um microssegundo a mais do que deveria e seu combo já era, fazendo com que seu adversário te contra-ataque sem dó.

Meu segundo problema na verdade é a continuação do primeiro. Se não joguei muitos games de luta ao longo dos anos, o que estive jogando? Bem, majoritariamente, RPGs. Apertar um botão para fazer escolhas em um menu durante anos é algo que atrofia a habilidade de qualquer um em games que exigem reflexos e precisão.

História complexa e ótimos personagens não ajudam em nada quando Ryu está acabando com você

História complexa e ótimos personagens não ajudam em nada quando Ryu está dando um combo de 5578597 hits em você

Por fim, o meu último problema final com Tatsunoko é que ele é diferente de jogos tradicionais de luta. Em Street Fighter IV, por exemplo, posso pegar um controle e jogar normalmente com o Ryu, pois além dos comandos serem basicamente iguais à versão do SNES, é possível lutar com cautela, esperando o erro do oponente para contra-atacar na hora certa. Em Tatsunoko, no entanto, o que conta é a sua habilidade, criatividade e destreza em criar e executar combos devastadores. Soltar os especiais mais fortes de cada personagem é o de menos, o desafio aqui é como encaixar esse especial em uma cadeia de golpes maior.

Para mim, isso é um ponto muito positivo para o jogo, pois abre muitas possibilidades de combos diferentes, que levam em conta os golpes do personagem utilizado no momento, o assist do parceiro e a capacidade de fazer escolhas difíceis sob pressão: há um sistema no jogo chamado Barouque, que sacrifica toda a sua vida vermelha, que pode ser recuperada quando seu personagem está na reserva, para estender combos e aumentar o dano causado. Esse sistema pode virar uma luta que já estava perdida, ou pode te afundar ainda mais, só depende da sua habilidade – no momento, o Barouque só me afunda…

O combo de Tekkaman Blade, de acordo com especialistas no game: 5A, 5B, 2B, 5C, Lançar, S.j, 5A, 5A, 5B, 5B, j, 2C. Simples né?

No entanto, esse mesmo sistema é a minha ruína no game, pois imaginar os combos é uma coisa, fazer com que eles funcionem no training mode é outra um pouco mais complicada; e quando se joga online com um oponente forte, o desespero é tanto que eu acabo esquecendo qualquer estratégia e saio apertando qualquer botão, esperando um milagre para vencer.

De qualquer forma, Tatsunoko Vs. Capcom é um ótimo e complexo game de luta, mas que nunca deixa de ser divertido. Se você quiser comprar o jogo, mas não quer perder tempo tentando entender todos os mínimos detalhes, tudo bem; o controle padrão do Wii tem comandos simplificados, que permitem a realização de combos e especiais facilmente. E para quem quer dominar o jogo mesmo sem ter muita experiência em jogos de luta, prepare-se para praticar, muito…

Se praticar bastante ainda chego lá! Só não vou tomar suco de ovo pra isso...blergh

Prince of Persia desafia o destino dos filmes baseados em games novembro 5, 2009

Posted by Zé in Cultura Gamer.
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Existe uma coisa que deixa os gamers malucos de excitação, mas ao mesmo tempo com muito medo do que pode acontecer: adaptações em filme dos nossos games favoritos. Quem nunca imaginou franquias como Metal Gear, Devil May Cry ou God of War na telona? Com certeza games assim têm potencial para um ótimo filme.

No entanto, a história nos mostra que filmes baseados em games raramente dão certo. Basta ver o que fizeram com Mario, Final Fantasy, Street Fighter e, mais recentemente, Max Payne (não vou nem comentar os “clássicos” criados pelo Uwe Boll, porque o que ele faz está muito longe de ser chamado de filme).

Mas existe uma luz no fim do túnel! Finalmente, foi liberado um trailer oficial do filme Prince of Persia: The Sands of Time. Pelo pouco que dá para ver no trailer, a adaptação tem diversos elementos do primeiro game, como a adaga do tempo, as areias do tempo só podem ser utilizadas pelo príncipe, e é possível ver as acrobacias fantásticas do herói, marca registrada da série. Além disso, os cenários são gigantescos, e os efeitos especiais estão fantásticos.

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Agora resta saber o mais importante: se a história do filme será fiel à do primeiro game. Eu aposto todas as minhas fichas de que o filme alcançará esse feito, que parece tão simples, mas que ninguém consegue em filmes sobre jogos, e que a trilogia iniciada por Sands of Times nos games se tornará uma trilogia de filmes, o que possibilitaria contar a história da série muito bem. Por que eu acho tudo isso? Porque o filme está sendo feito pelo mesmo estúdio que criou a série Piratas do Caribe. Se a Disney não conseguir fazer um filme bom baseado em um game, realmente não existe salvação para as adaptações de games na telona.

Trailer de Prince of Persia: Sands of Time

Fato curioso: Vocês notaram que a roupa do príncipe não é a do primeiro game, e sim do segundo? Será que isso indica que já estão pensando em uma continuação baseada em Warrior Within? Só o tempo dirá…

JoguEntrevista – Flávia Gasi outubro 23, 2009

Posted by Carlos in JoguEntrevista.
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Em uma conversa descontraída, Flávia Gasi, colaboradora da revista oficial do Xbox no Brasil e repórter de games da MTV, dá uma verdadeira aula sobre games e cultura nerd.
Conversamos sobre as mudanças na indústria de games, a pirataria e os impostos sobre games no Brasil, e descobrimos que há um novo tipo de gamer: o mediocore.

Joguepense agrace a Flávia Gasi, a Guilherme Zocchio e a você por assistir =)

Review em vídeo – Street Fighter: A Lenda de Chun-Li outubro 21, 2009

Posted by Zé in Reviews.
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Entenda porque esse filme é tão ruim!

Nota 1: Senti menos dor arrancando os meus dentes do que vendo esse filme.

Nota 2: Bison do filme X Bison do jogo. A semelhança espanta, não? Pois é, não mesmo.

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CAPCOM – Há 30 anos sugando seu dinheiro outubro 8, 2009

Posted by Zé in Reflexão.
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Eu adoro os jogos da CAPCOM. Megaman e Street Fighter são games que fazem parte da minha infância e que estão entre os meus favoritos de todos os tempos, e jogos mais recentes, como Devil may Cry e Resident Evil 4 me deixam maluco de tão bons. Mas se tem uma coisa que me irrita na CAPCOM é o fato dela sempre extrair o máximo de dinheiro de suas franquias.

Basta olhar para Megaman: o mascote azul já apareceu em tantos games e em tantas sagas diferentes (Megaman, Megaman X, Zero, ZX, Battle Network…) que é quase um insulto aos fãs: a história é sempre a mesma, e a qualidade dos jogos só tende a cair com tanto “mais do mesmo”. No Megaman 4, por exemplo, você enfrenta o terrível, assustador e poderoso Toad Man. Sério, Toad Man?!?!?! Quem teve essa idéia brilhante?

O mascote mais explorado de todos os tempos

O mascote mais explorado de todos os tempos

Mas o que me indignou mesmo não tem nada a ver com Megaman, e sim com o anúncio de qua a CAPCOM vai lançar Super Street Fighter IV no ano que vem, uma expansão do Street Fighter IV, que vai contar com oito personagens extras, melhorias no modo online e outros reparos, baseados no feedback dos fãs. A empresa alega que o jogo será mais barato do que o original, e quem tem o SFIV receberá um bônus.

Por mais interessante que isso tudo seja, essa expansão serve mesmo para arrancar mais dinheiro dos fãs que já tem o jogo original, porque sem ela você vai sentir que não tem a “experiência completa” do jogo (por causa dos personagens extras), e o modo online do SSFIV não será compatível com o modo online do SFIV. Então, se você quiser jogar online, terá que comprar a expansão.

Você vai cansar de ver essa cena nas futuras expansões de SFIV...

Você vai cansar de ver essa cena nas futuras expansões de SFIV...

O pior disso tudo é saber que essa obviamente não vai ser a última expansão do jogo. Depois dela provavelmente vai sair o Super Street Fighter IV Turbo, e depois o Super Street Fighter IV Turbo HD, depois o Super Street Fighter IV Turbo HD Remix Plus, e por aí vai… Portanto, fãs de SF, preparem para gastar uma boa grana com esse título!

A tradução de CAPCOM deve ser companhia capitalista. Nada mais correto!

A tradução de CAPCOM deve ser companhia capitalista. Nada mais correto!

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O Ryu é melhor que o Ken! setembro 3, 2009

Posted by Zé in Cultura Gamer.
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Esse é um assunto que sempre me divertiu muito, por ser algo que não faz lá muito sentido, mas que definitivamente divide opiniões de gamers (eu incluso) até hoje pelo mundo inteiro. Todo mundo que já jogou Street Fighther II e tinha como personagem favorito Ryu ou Ken sabe do que estou falando: o eterno debate de qual destes dois personagens é o melhor.

Eu e um amigo, quando pequenos, debatíamos isso por horas, eu defendendo Ryu e ele Ken, e nunca um conseguia convencer o outro (na verdade, a gente debate até hoje e ainda não chegamos a um veredicto). Como jornalista, porém, vou ser totalmente neutro e imparcial para fornecer os dois lados dessa história.

Antes de qualquer coisa, vamos aos fatos técnicos. Ryu e Ken têm o mesmo estilo de luta e os mesmos golpes especiais. Isso mudou em outros Street Figthers, mas estou falando do SF II, a versão que eu e meus amigos jogávamos. Então, por que incluir dois personagens que lutam igual em um jogo? Sei lá, provavelmente pra gente ficar discutindo qual dos dois é o melhor. A única diferença entre eles é a cor do kimono e a aparência, e nesse sentido, como o Ken é feio! Quando eu era pequeno, sempre dizia que ele tinha “cabelo de miojo”, e a foto abaixo prova isso.

Cabelo de miojo lalalala!

Cabelo de miojo lalalala!

Agora, a personalidade de ambos é onde há uma grande diferença. Ryu é um guerreiro de corpo e alma, e seu objetivo não poderia ser mais admirável: derrotar os melhores lutadores do mundo para se tornar o melhor do mundo. Ele não busca fama ou glória com isso, ele apenas quer se tornar mais forte. Ken, por outro lado, é um playboy riquinho que viaja pelo mundo com o dinheiro do seu pai bilionário para ganhar torneios e algum dia, quem sabe, ficar mais forte que Ryu. Bela motivação hein?

Essa foi a minha exposição neutra de por que o Ryu é melhor que o Ken…digo, do debate Ken X Ryu, portanto, escolha qual personagem é o seu favorito. É óbvio que você vai escolher o Ryu, ele é muito mais legal do que aquele loiro oxigenado, fraco, inspirado em um boneco da Barbie…

A verdadeira origem de Ken

A verdadeira origem de Ken

Este post é dedicado ao meu amigo Edson, pobre alma que sempre defendeu e sempre vai defender que o Ken é melhor do que o Ryu, e a todos os fãs da dupla Ryu e Ken.