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Videogames são arte? Isso importa? junho 1, 2010

Posted by Carlos in Cultura Gamer, Games e arte, Reflexão.
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Sou gamer e gosto de pensar sobre os games. Não só na resolução dos seus gráficos, no impacto da trilha sonora ou na jogabilidade precisa ou falha. Acho que jogar é mais do que apertar botões no tempo certo. Procuro tentar entender como cada elemento se junta para criar significados que pixels coloridos, notas musicais e botões gastos, sozinhos, não possuem.
Hmmm.

Games têm um sentido que vai além do óbvio. Games não são apenas um produto mercadológico. Games são mais que entretenimento…
Agora chega a frase mágica: Games são arte! Está aberto o debate, gritos fervorosos ecoam na comunidade gamer – uma discussão emocionante a princípio, mas de uma repetição nauseante mais para o fim inalcançável.

O gatilho da discussão data lá de 2005, quando Roger Ebert, famoso crítico de cinema e roteirista , martelou categoricamente que games não são arte. E que nem podem ser. Nas palavras dele, “videogames, por sua natureza, exigem escolhas do jogador, o que é a estratégia oposta dos filmes e literatura séria, que demandam controle autoral.”
Polemizador nato, Ebert cutucou uma ferida que trouxe à tona uma repercusão impressionante. Depois disso, mais e mais e muito mais debate.

SAIA DAÍ E VÁ JOGAR! (Montagem)

Mas o que quer dizer game é arte?
Aí que tá: depende. Arte é um tema tão complexo e abrangente que essa frase, por si só, não quer dizer nada. O perigo é que ela guarda um paradoxo não tão óbvio: games são um fenômeno cultural e industrial criado no fim do século XX, extensão tecnológica do jogo – conceito esse presente desde o Big Bang. Já a arte, para o senso comum, quer dizer Da Vinci, Mozart, Shakespeare e museus. Esse conceito já foi descontruído por Duchamp há quase um século, quando ele, de pinico na mão, indagou: só porque está no espaço do museu é arte?
Para colocar game e arte na mesma frase, portanto, é importante pelo menos situá-los no mesmo século.

Impossível fazer uma legenda original dessa foto batida

Para polemizar, o Video Games Live é arte?
Sim e não.
É música maravilhosa e uma super produção, mas não é arte de games. É um show de música, é música. Música, música, música.
A arte de games está no game, no ato de jogar, não no palco ou na mp3: situa-se na relação entre seus elementos e nos significados criados aí. Não são os gráficos, a música ou a jogabilidade, é a soma desses fatores.
Mas espera! e o Nobuo Uematsu, o roteiro de Mass Effect, a atmosfera de ICO e Shadow of Colossus, a imersão de Myst, a base filosófica de Bioshock, a jogabilidade de Braid e e…. ?
Esses casos (e muitos outros) envolvem criações de tão boa qualidade que superam a plataforma  de onde vieram, no caso o videogame. Rendem discussões, brigas, fins de namoro, isolamento social, mods, remixes funk e subprodutos: CDs, livros, shows, artbooks. E, claro, não esqueçamos o fator mercado: essa “arte” dá uma boa grana.

A ótima trilha de Ace Combat 5 dá um bom exemplo. É uma delícia ouvi-la de manhã, antes de uma prova importante ou um primeiro encontro. Motiva mais do que o tema do Rocky! Só que isso tudo é extensão da vida útil dela: ela serve para animar você, jogador, e deixar a experiência de pilotar seu avião mais intensa.

Então comofas?

Ice-Pick Lodge é uma desenvolvedora russa, autora de Pathologic (2005) e The Void (2009). O primeiro ganhou todos os prêmios russos possíveis e mais alguns, sendo aclamado por sua profundidade temática, mas chamado de “Oblivion com câncer” por ser pesadíssimo. É interessante, só que é MUITO difícil de jogar, não tentem, avisei! Pathologic chegou em mares nunca dantes navegados, só que num barco bem fuleira. Aqueles corajosos e desocupados que o desbravaram reconheceram seus potenciais.

Os desenvolvedore da Ice-Pick, em entrevista, disseram o que considero essencial: “A raiz de tudo é a liberdade de escolha do jogador”. Extremamente lúcidos, os russos consideram que o game como meio tem diversas “ferramentas” próprias. Eu colocaria algumas: a necessidade de o jogador ser ativo, a possibilidade do multiplayer, diferentes interfaces de controle, o confrontamento com a inexistência do definitivo (vide patches e DLC).

Chega!
Um tempo atrás eu era defensor ferrenho da ideia de que games poderiam ser a nona arte, talvez até a arte definitiva. Afinal, eles inauguraram uma sinergia entre imagem, som e interação forte e, principalmente, sem precedentes. Isso potencializa trabalhar narrativas de maneiras até então inimagináveis.

Mas falar de games e arte cansa. Talvez seja interessante pensar na relação cinema-games e como a narrativa cinematográfica contamina os games; os advergames e seu impacto no mercado; como os games  afetam a economia; como a economia afeta os games; será que os games têm uma mitologia própria? Esses tópicos são tão mais legais, estimulantes e produtivos do que game ser arte ou não!

Por que os games precisam ser arte? Talvez para justificar as bolhas no dedão, para reforçar a ideia de que game são sérios, para agregar valor ao$ produto$ ou para contradizer o Ebert.

Videogames são arte? A pergunta certa é: isso importa?

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O amor é cego! ou Como zerar Zelda de olhos fechados março 4, 2010

Posted by Carlos in Cultura Gamer, Reflexão.
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(Este texto está disponível também na Nintendo World Online)

Há muitos jogos que são 8 ou 80: amar ou odiar, venerar ou desprezar. The Legend of Zelda: Ocarina of Time é um daqueles raros jogos em que isso não acontece: mesmo os poucos que não gostam muito dele o respeitam, seja por ele ter sido tão importante, seja por ser um jogo tão bem feito e ponto final.

Mas, uma matéria da emissora CNN mostra dois gamers que levaram seu amor pelo Zelda às últimas consequências.

Roy Willians é um garoto americano apaixonado pelo primeiro Zelda do Nintendo 64. Willians é ativo na internet e conheceu bastante gente com gosto parecido, porém um deles tinha algo de diferente. Jordan Verner, de outro estado dos EUA, também adora Zelda, mas o garoto é cego. Roy e Jordan se aproximaram e, por Skype, surgiu um pedido: ajudar um cego a salvar o reino de Hyrule.

Jordan diz que o pedido não foi tão sério, mas Roy tomou a missão para si: logo, estava controlando Link com olhos tapados para sentir como Jordan jogava e, assim, bolar uma ajuda. E conseguiu!

Os envolvidos: Roy e outros três gamers harcore. A motivação: simplesmente ajudar um gamer, independente das suas deficiências. Após quase dois anos e um detonado com centenas de milhares de caracteres (essa matéria tem uns 1.800), Verner derrubou Ganon.

A estratégia é minuciosa, indicando cada salto e dando referências a partir dos sons do jogo (como uma escotilha abrindo), e Jordan a acompanhou com um programa que transforma texto em voz.

Ouvindo apenas a chata Navi e a voz computadorizada, mas sabendo que não estava jogando sozinho, Verner conquistou não só Ganon como mais auto-estima. “O impossível é apenas o que não foi tentado”, palavras de um cego que sentiu o fim de Zelda.

Reportagem da CNN

Fotos da reportagem:

via Joystiq

FicaDica – Tributo ao SNES outubro 23, 2009

Posted by Zé in Cultura Gamer.
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O artista japonês IsoTkhs criou os dois vídeos abaixo, chamados de SNES arranged medley, para o deleite dos fãs do Super Nintendo. Os vídeos mostram Crono e Frog, do jogo Chrono Trigger, viajando por diversos jogos do Super Nintendo para encontrar sua companheira Marle.

Mais de dezoito jogos do console são homenageados nos vídeos, como os três Final Fantasy, F-Zero, Zelda, Secret of Mana, dentre muitos outros. A qualidade técnica do vídeo impressiona, não só pelo excelente trabalho em mesclar os personagens de diferentes games, mas principalmente pela trilha sonora, que muda de acordo com o jogo apresentado.

Para os fãs da era do Super Nintendo, não deixem de ver esse vídeo. E para quem não fez parte dessa era, assista também para ver os games que marcaram época, e que não vão morrer nunca na mente e no coração dos fãs.

Fonte: Retro Fantasy

Games que relembram a infância – Parte 3 outubro 17, 2009

Posted by Zé in Reflexão.
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Zelda, Final Fantasy, Mario, Resident Evil, Megaman. São todas ótimas séries, com games memoráveis, mas nenhum destes games se compara ao jogo de que vou falar neste post, um jogo simplesmente épico e que marcou minha vida. Esse jogo não poderia ser outro senão:

Turma da Mônica em: O resgate (Master System)

Não estou brincando quando digo que este jogo é e sempre será o meu favorito. Os jogos da Turma da Mônica, lançados no Brasil pela Tec Toy (representante oficial da Sega na época), eram na verdade adaptações da franquia Wonder Boy. A Tec Toy fez isso com um monte de títulos, transformando ícones da nossa infância, como os personagens da TV Colosso e Chapolin nos personagens principais de diversos games.

Turma da Mônica em: O Resgate é a adaptação do quarto jogo da série Wonder Boy, conhecido originalmente como Dragon’s Curse. Na história original, o jogador começa controlando o personagem em sua forma humana e extremamente poderosa no castelo do dragão. Ao derrotar o dragão, porém, uma maldição transforma o herói em um monstro, e ele deve derrotar os outros inimigos para retornar à forma original. A cada chefe, sua forma muda, até que você consiga voltar ao normal.

A versão brasileira é igual em todos os aspectos, as únicas diferenças estão nos sprites  dos personagens principais e na história, que foi adaptada para incluir a turma, e que deixou o jogo muito mais legal: você começa controlando Mônica, e ao derrotar o dragão, o Capitão Feio a seqüestra; cabe aos outros personagens  resgatá-la. Cada personagem da turma equivale a um dos monstros na versão original, portanto o esquema é o mesmo: derrote um chefe com o Chico Bento e se transforme no Bidu, e assim por diante.

O melhor jogo de todos os tempos, PONTO!

O melhor jogo de todos os tempos, PONTO!

Pode parecer ridículo eu dizer que a versão modificada é melhor do que a original, mas pense bem: você, pirralho de sete anos, iria preferir jogar o jogo original, no qual você se torna um monte de monstros genéricos, como Lion e Piranha Man, ou iria preferir controlar personagens que faziam parte da sua vida e te divertiam muito, como Cebolinha, Magali e Anginho? Eu escolho a segunda opção, com certeza.

Versão brasileira ou não, vamos ao que torna esse jogo tão divertido, a sua jogabilidade. Você começa o jogo no controle de Chico Bento, e com ele poucas áreas do mundo estão acessíveis. O mundo vai se ampliando na medida em que outros personagens são adquiridos. Cebolinha, por exemplo, é o único personagem capaz de nadar, ao passo que Anjinho consegue voar.

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Achar fotos para jogos antigos não é fácil…

As dungeons do jogo são impressionantes por causa da diversidade dos cenários, e os gráficos coloridos só tornam a aventura mais interessante. Prepare-se para lutar em uma pirâmide egípcia, num navio pirata afundado e até mesmo em uma academia de ninjas secreta, enterrada nos confins da terra!

Explorar cada canto do mundo é fundamental, pois existem baús do tesouro, que muitas vezes te dão corações que aumentam permanentemente sua vida, dinheiro, usado para comprar equipamento, e magia, que é usada para atacar inimigos à distância. Há uma grande quantidade de lojas, que vendem armas, escudos e armaduras, que como em um RPG, aumenta os atributos dos personagens.

Turma da Mônica em: o resgate é um jogo extremamente divertido, que deve agradar tanto aos fãs de jogos de ação como os de RPGs. Além disso, controlar os personagens da Turma é muito interessante e vai fazer você se lembrar da época em que a Mônica batia no Cebolinha, e não beijava ele.

NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO!

NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO!

Continua amanhã, com um jogo que mistura duas franquias que você nunca imaginaria ver juntas!

Jogos que deveriam existir #2 setembro 8, 2009

Posted by Zé in Jogos que deveriam existir.
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Qual personagem do mundo dos games é verde, irritante e enche mais o seu saco do que te ajuda? Se você respondeu Slippy Toad… bem, você está certo, mas não é dele que eu estou falando. Estou falando de Tingle, personagem da série Zelda que apareceu pela primeira vez em Majora’s Mask, voltou em The Wind Waker e até ganhou sua própria série de games para DS!(que bom que estes jogos só ficaram no Japão…)

Para quem não conhece este mala sem alça, que sorte, mas vou estragar sua vida e resumir a história dele e sua função nos jogos rapidamente. Tingle é um homem de 40 anos que vive com seus pais e veste uma túnica verde, pois acredita ser um homem fada, e sempre que você fala com ele (acredite, você vai ser obrigado a falar muito com ele) ele diz sua frase característica e extremamente irritante: Kooloo-Limpah!  A função deste personagem em Majora’s Mask é te vender mapas de cada região do mundo, então a cada nova área que você explora, você tem que conversar com esse chato para comprar o mapa. Em Wind Waker sua função é similar: ele te dá mapas que mostram as localizações de tesouros no mundo.

Kooloo-Limpah! Um Tingle incomoda muita gente...

Kooloo-Limpah! Um Tingle incomoda muita gente...

Enfim, agora que vocês conhecem esta abominação, vamos ao jogo que deveria existir:

Tingle deve MORRER

Pode parecer cruel, mas não é. Digitem no Google “Tingle die” e vocês vão ver quantos tópicos em fórums já foram criados para discutir modos de matar este personagem (sim, ele é MUITO irritante). O jogo seria bem simples: você controla Link, e Tingle está na sua frente, enchendo o seu saco.

Você pode usar todas as armas do personagem possíveis para acabar com Tingle: use a espada para cortá-lo em dois, as bombas para explodi-lo em 489734843 pedaços, atire flechas de fogo e queime aquela roupa idiota, se transforme em lobo e devore ele (se bem que essa não é uma idéia tão boa, vai dar indigestão depois) e o meu favorito, deixe as galinhas nervosas e coloque a culpa em Tingle para elas bicarem o personagem até a morte.

A cada nível que você passa, mais Tingles aparecem na tela (sim, existe mais de um Tingle, ele tem sósias…) e  é necessário acabar com todos eles da forma mais rápida e criativa possível. Nesse jogo você não vai salvar Hyrule e a princesa Zelda, mas com certeza vai livrar o  mundo do personagem mais chato da série Zelda. Isso já é bom de mais, não é?

Quatro Tingles inco... quatro Tingles?!?!?! Com licença, vou me jogar da janela.

Quatro Tingles inco... quatro Tingles?!?!?! Com licença, vou me jogar da janela.

Chances desse jogo existir: Oficialmente, nenhuma. Os produres de Zelda e o público oriental, diferente de nós aqui no ociente, adoram esse personagem (vai entender…). Mas acho possível que um “fã” crie esse jogo, pois a demanda é realmente muito grande.